O Ministério de Guia e Orientação Islâmica iraniano anulou hoje todas as permissões de trabalho das agências de notícia estrangeiras e advertiu que não podem cobrir nenhum ato na rua que não conte com a autorização do órgão.
Em um fax enviado ao escritório da Agência Efe em Teerã, medical o ministério diz que “todas as representações da imprensa estrangeira devem evitar qualquer atividade jornalística sem coordenação e sem permissão do escritório geral dos meios de comunicação estrangeiros e de Guia Islâmica”.
“Não devem participar de nenhum ato que não tenha sido anunciado por parte deste escritório e devem evitar cobrir concentrações que sejam ilegais”, acrescenta.
Procurados pela Efe, os funcionários do ministério explicaram que as credenciais que tinham sido estendidas aos jornalistas para se movimentar pela cidade “foram canceladas” e que, por enquanto, os repórteres devem permanecer nos escritórios.
Além disso, afirmaram que não se responsabilizarão pelo que acontecer caso os jornalistas não respeitem a ordem.
No domingo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad -cuja vitória eleitoral foi qualificada de fraudulenta pela oposição-, acusou a imprensa estrangeira de intervir nos assuntos internos do país e de mostrar uma imagem negativa e enganosa do que está acontecendo no Irã.
Depois, acrescentou que os estrangeiros não devem se preocupar com o que ocorre no país, porque no Irã há total liberdade.
Hoje, a rádio estatal divulgou informações de agências de notícias estrangeiras para demonstrar que, em sua opinião, estes meios de comunicação tentam criar distúrbios no país.
Há quatro dias, o Irã é palco de protestos e violentos confrontos – que já deixaram sete mortos- entre forças de segurança e seguidores da oposição, que exigiu que as eleições da última sexta sejam repetidas.