A medida afeta negativamente as candidaturas reformistas, more about que confiavam na plataforma virtual para atrair votos, sales especialmente de jovens e mulheres.
Nas últimas semanas, os partidários do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mousavi, candidato à Presidência iraniana, se mostraram muito ativos na divulgação de sua agenda e de suas propostas por meio do Facebook.
A página de Mousavi na rede social contabilizava cinco mil adesões até o momento de seu bloqueamento.
De forma similar, também começaram a se organizar pela internet os eleitores do ex-presidente iraniano Mohamad Khatami, que entrou hoje na campanha com um grande ato de apoio a Mousavi.
Integrantes da campanha do ex-primeiro-ministro disseram hoje à Agência Efe que estão avaliando a possibilidade de abrir outras páginas e que em nenhum momento pensam em abandonar a ação na web.
Outros candidatos que foram afetados pelo veto ao acesso ao Facebook no Irã são o reformista Mehdi Karroubi e o conservador moderado Mohsen Rezaee.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que concorre à reeleição, também tem apoio no Facebook e em outras páginas da internet, mas todas elas não têm relação com os organizadores de sua campanha.
A atual medida contra a rede social entra em um contexto de restrição e controle dos meios de comunicação iniciado nas semanas anteriores ao início da campanha eleitoral.
O Poder Judiciário iraniano interrompeu a reedição do jornal reformista “Yas-e No” um dia antes de a publicação voltar às ruas após seis anos vetada.
Além disso, Mousavi e Karroubi denunciaram um tratamento preferencial a Ahmadinejad de parte da televisão estatal, que fez uma ampla cobertura de suas visitas a diferentes províncias iranianas.
A televisão estatal, cujo diretor é escolhido diretamente pelo líder supremo e que não tem concorrência, já que os canais privados são proibidos, deve organizar seis debates entre os candidatos nos últimos dez dias de campanha.