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Irã aprova lei para construir 10 usinas de enriquecimento

Arquivo Geral

29/11/2009 0h00

O Conselho de Ministros iraniano aprovou hoje um projeto de lei para a construção de dez novas usinas de enriquecimento de urânio, anunciou a agência de notícias local “Fars”.

O Governo pediu à Organização de Energia Atômica do Irã que apresente, em um prazo máximo de dois meses, o projeto de dez instalações com características similares à unidade de Natanz, onde o Irã tem cerca de 7 mil centrífugas escondidas sob a terra.

Além disso, pediu à agência iraniana que desenvolva os estudos para a produção de combustível nuclear enriquecido em 19,5%, ao nível que diz necessitar para alimentar seu reator de pesquisa na capital.

“Nos próximos dois meses deverá começar a construção das cinco primeiras e buscar a localização para as cinco restantes”, explicou a fonte.

Além disso, “Fars” detalha que a decisão foi adotada durante uma reunião especial do gabinete convocada pelo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no retorno de sua viagem à América do Sul e à África.

O líder argumentou que o Irã precisa produzir 20 mil megawatts de eletricidade para cumprir os objetivos do quarto plano de desenvolvimento nacional, e por isso é necessário ter as plantas, que estariam dotadas de um total de 500 mil centrífugas.

No entanto, o “Irã desenhará novas centrífugas com maior capacidade para reduzir o número”, afirmou Ahmadinejad, em citação “Fars”.

“Devemos chegar a um nível no qual possamos produzir entre 250 e 300 toneladas de combustível nuclear por ano. Para isso necessitamos de novas centrífugas com maior velocidade”, acrescentou.

A decisão do Governo iraniano foi anunciada 72 horas depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovasse uma resolução de condenação contra o Irã pela falta de transparência de seu programa nuclear.

A resolução, a primeira desde 2006, condena também o regime dos aiatolás por ter escondido a construção de uma nova planta de enriquecimento de urânio próximo da cidade santa de Qom, ao sudoeste de Teerã.

Em 25 de setembro, a existência foi revelada pelo presidente americano, Barack Obama, que acusou o Irã de quebrar a confiança do mundo.

Embora Teerã assegure que não violou a lei já e que informou à AIEA quatro dias antes do anúncio do líder americano, a denúncia foi apoiada pelo presidente da AIEA, Mohamad ElBaradei.

A decisão poderia contribuir para aprofundar ainda mais o conflito entre o regime iraniano e a comunidade internacional, que acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear pacífico, outro de natureza clandestina e aplicação militar com objetivo de ter o próprio armamento atômico.

Em 1º de outubro, ambas as partes retomaram o diálogo em Genebra, após meses de interrupção.

Menos de duas semanas depois, no entanto, Rússia, Estados Unidos e França ofereceram um acordo a Teerã para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo enriquecido a 19,5% para tratar de construir novas medidas de confiança, oferta que o Irã em princípio rejeitou.

Hoje, em resposta à resolução adotada na sexta-feira pelo Conselho de Governadores, o Parlamento iraniano pediu ao Governo que reduza o nível de cooperação com a AIEA, como já fez em 2006.

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    29/11/2009 0h00

    O Conselho de Ministros iraniano aprovou hoje um projeto de lei para a construção de dez novas usinas de enriquecimento de urânio, anunciou a agência de notícias local “Fars”.

    O Governo pediu à Organização de Energia Atômica do Irã que apresente, em um prazo máximo de dois meses, o projeto de dez instalações com características similares à unidade de Natanz, onde o Irã tem cerca de 7 mil centrífugas escondidas sob a terra.

    Além disso, pediu à agência iraniana que desenvolva os estudos para a produção de combustível nuclear enriquecido em 19,5%, ao nível que diz necessitar para alimentar seu reator de pesquisa na capital.

    “Nos próximos dois meses deverá começar a construção das cinco primeiras e buscar a localização para as cinco restantes”, explicou a fonte.

    Além disso, “Fars” detalha que a decisão foi adotada durante uma reunião especial do gabinete convocada pelo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no retorno de sua viagem à América do Sul e à África.

    O líder argumentou que o Irã precisa produzir 20 mil megawatts de eletricidade para cumprir os objetivos do quarto plano de desenvolvimento nacional, e por isso é necessário ter as plantas, que estariam dotadas de um total de 500 mil centrífugas.

    No entanto, o “Irã desenhará novas centrífugas com maior capacidade para reduzir o número”, afirmou Ahmadinejad, em citação “Fars”.

    “Devemos chegar a um nível no qual possamos produzir entre 250 e 300 toneladas de combustível nuclear por ano. Para isso necessitamos de novas centrífugas com maior velocidade”, acrescentou.

    A decisão do Governo iraniano foi anunciada 72 horas depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovasse uma resolução de condenação contra o Irã pela falta de transparência de seu programa nuclear.

    A resolução, a primeira desde 2006, condena também o regime dos aiatolás por ter escondido a construção de uma nova planta de enriquecimento de urânio próximo da cidade santa de Qom, ao sudoeste de Teerã.

    Em 25 de setembro, a existência foi revelada pelo presidente americano, Barack Obama, que acusou o Irã de quebrar a confiança do mundo.

    Embora Teerã assegure que não violou a lei já e que informou à AIEA quatro dias antes do anúncio do líder americano, a denúncia foi apoiada pelo presidente da AIEA, Mohamad ElBaradei.

    A decisão poderia contribuir para aprofundar ainda mais o conflito entre o regime iraniano e a comunidade internacional, que acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear pacífico, outro de natureza clandestina e aplicação militar com objetivo de ter o próprio armamento atômico.

    Em 1º de outubro, ambas as partes retomaram o diálogo em Genebra, após meses de interrupção.

    Menos de duas semanas depois, no entanto, Rússia, Estados Unidos e França ofereceram um acordo a Teerã para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo enriquecido a 19,5% para tratar de construir novas medidas de confiança, oferta que o Irã em princípio rejeitou.

    Hoje, em resposta à resolução adotada na sexta-feira pelo Conselho de Governadores, o Parlamento iraniano pediu ao Governo que reduza o nível de cooperação com a AIEA, como já fez em 2006.

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