O Irã acusou hoje os Estados Unidos e Israel de “tentar incitar conflitos sectários e étnicos” no Líbano, capsule e afirmou que Teerã “apóia qualquer proposta” para solucionar a crise nesse país “através da união nacional libanesa”.
Esta postura foi expressada pelo porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, website Mohamad Ali Hosseini, sales após as acusações dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a Síria de incitar milicianos do grupo libanês Hisbolá a enfrentar o Governo da maioria parlamentar, do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.
“Desde a humilhante derrota israelense na guerra contra o Líbano, os EUA e Israel tentam se vingar espalhando a discórdia e mantendo sem solução a crise nesse país”, disse Hosseini, segundo a agência “Irna”.
O porta-voz, que se referia ao conflito entre Israel e o Hisbolá em território libanês em meados de 2006, acusou também este país e os EUA de “tentar apresentar como um conflito sectário e étnico os choques dos últimos dias” em Beirute entre seguidores da oposição e da maioria parlamentar, com a morte de mais de 30 pessoas.
O porta-voz pediu que os diferentes grupos libaneses “reiterem seu compromisso com a união nacional, como único meio para resolver a crise”, e afirmou que “o Irã mantém relações equilibradas com todas as partes libanesas”.
Teerã e Damasco são acusados pelo Ocidente e por vários países árabes, como o Egito e a Arábia Saudita, de não ajudar para que seus aliados libaneses, especialmente o Hisbolá, flexibilizem sua postura para colocar fim ao vazio presidencial no Líbano, que está sem chefe de Estado desde novembro de 2007.