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Investigadores pedem prisão de ex-presidente sul-coreano

Um relatório da Promotoria indica que Yoon autorizou as Forças Armadas a usar armas, caso necessário, para entrar na sede do Parlamento no dia em que ele promulgou a fracassada lei marcial

Redação Jornal de Brasília

30/12/2024 21h11

Yoon Suk-yeol

Foto: Jung Yeon-je / AFP

Investigadores sul-coreanos apresentaram ontem ao Tribunal de Seul uma ordem de prisão para o presidente deposto Yoon Suk-yeol, que se recusou, pela terceira vez, a comparecer ao interrogatório policial sobre sua fracassada tentativa de impor a lei marcial, no dia 3 de dezembro.

O Gabinete de Investigação de Corrupção da Coreia do Sul, que lidera a investigação sobre a tentativa de golpe, planeja interrogar Yoon, acusado de abuso de autoridade, insurreição e obstrução de justiça – que podem lhe render prisão perpétua ou até mesmo uma pena de morte.

O ex-presidente foi destituído pelo Parlamento sul-coreano em 14 de dezembro e está suspenso de suas funções enquanto aguarda a decisão da Corte Constitucional sobre a validação ou não da medida tomada pelos deputados. Ele também está proibido de deixar a Coreia do Sul.

Crise sem fim

Um relatório da Promotoria indica que Yoon autorizou as Forças Armadas a usar armas, caso necessário, para entrar na sede do Parlamento no dia em que ele promulgou a fracassada lei marcial

A crise política se agravou na semana passada, quando seu substituto interino, Han Duck-soo, também foi destituído pelos legisladores por se recusar a sancionar leis que abririam investigações contra Yoon.

Yoon nega as acusações, argumentando que sua declaração de lei marcial foi um “ato de governança”, que pretendia advertir a oposição, que tem maioria no Parlamento, contra o que ele descreveu como um “abuso de poder do Legislativo”, que buscava minar o Estado e apoiar o regime da Coreia do Norte, inimiga mortal de Seul.

Apesar dos muitos privilégios presidenciais, de acordo com a lei sul-coreana, como a imunidade contra processos criminais, os benefícios não se estendem a crimes de insurreição ou de traição

Apelação

Os advogados de defesa de Yoon anunciaram ontem que entrariam com uma petição contestando a solicitação, alegando que apenas o Ministério Público pode solicitar um mandado de prisão preventiva na Coreia do Sul. O tribunal não deu prazo para decidir o caso. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Estadão Conteúdo

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