A ONU informou hoje que os desabrigados pelas inundações na África Ocidental superaram os 600 mil, o dobro da estimativa de uma semana atrás, enquanto os mortos já chegam a 159.
Senegal, Burkina Fasso, Gana, Níger e Serra Leoa são os países mais atingidos. Além dos problemas com milhares de desalojados, essas nações enfrentam diversos prejuízos na infraestrutura pública, também destruída pelas águas.
Só no Senegal, calcula-se que 264 mil tenham sido vitimadas pelas inundações, provocadas por chuvas torrenciais e prolongadas que estão ocorrendo nessa região do continente africano.
O número mais elevado de mortos foi registrado em Serra Leoa. Ao todo, são 103 vítimas fatais e 1,5 mil desabrigados.
Em Burkina Fasso, a enxurrada provocou a desocupação maciça do bairro de Ouagadougou, na capital, região que sofreu danos estruturais na superfície. Dados oficiais contabilizam 150 mil desabrigados na localidade.
O Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas afirmou que cerca de 50 mil pessoas em Burkina Fasso estão em abrigos temporários, instalados em escolas, igrejas e edifícios públicos. Estima-se que outras 40 mil foram acolhidas na casa de familiares e amigos.
As autoridades anteciparam que os desabrigados deverão permanecer nos abrigos por pelo menos três meses.
No Níger, as inundações atingiram 67 mil pessoas; em Gana, outras 55 mil; no Benin, mais 20 mil; na Guiné Conacri, outros 15 mil moradores, na Gâmbia e na Mauritânia, nove mil desabrigados (cada), e em Costa do Marfim, mais dois mil.
A maior parte dos países atingidos está entre os mais pobres do mundo.
Uma porta-voz da ONU adiantou que prepara um pedido urgente de fundos para ajudar esse grupo de nações.