A magnitude do desastre aumentou os temores do Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a vulnerabilidade à fome e a doenças dos milhões de desabrigados, disse hoje a porta-voz da ONU, Michèle Montas.
“As duas agências informam que os casos de diarréia e outras doenças relacionadas com água parada continuam aumentando”, disse. Ela lembrou que a OMS distribuiu grandes quantidades de soro hidratante e antibióticos, embora o volume necessário seja maior.
“O acesso a água potável e abrigo continua sendo a principal preocupação”, acrescentou a porta-voz da ONU. O retorno das chuvas esta semana agravou a situação no Sul da Ásia, especialmente na Índia e no Nepal. Populações voltaram a se deslocar e regiões inteiras ficaram incomunicáveis novamente.
As previsões meteorológicas anunciam maiores precipitações ao longo das próximas semanas, já que a região ainda está no meio da estação de monção. Milhões de crianças não puderam começar o ano letivo, por causa dos deslocamentos ou da destruição de escolas, disse o Unicef.
A agência calculou que as inundações causaram 1.835 mortes na Índia, afetaram 38 milhões de pessoas e danificaram 1,8 milhão de casas. Em Bangladesh, onde o nível das águas já começou a baixar, foram registradas 481 mortes e mais de 51.000 casos de diarréia.
No Nepal, o número de mortos continua aumentando devido às novas chuvas que castigam a cordilheira do Himalaia. As autoridades contabilizaram até agora 131 mortos e 406.587 desabrigados. No Paquistão, o quarto país mais afetado, o número de mortos chega a 366 e o de desabrigados é de 370.000