As inundações que atingem o Sri Lanka desde as últimas semanas registraram pelo menos 27 mortes, 320 mil desabrigados e mais de um milhão de afetados no leste e centro do país.
“Continuamos distribuindo os artigos de primeira necessidade, e esperamos que, como diz a Meteorologia, pare de chover”, declarou à Agência Efe o porta-voz do Centro de Gestão de Desastres, Pradeep Kodippily.
Em comunicado oficial, o Departamento meteorológico anunciou que o tempo melhorará a partir desta sexta-feira em todo o país, após semanas de chuva que causaram graves inundações no leste e no centro do país.
Até quinta-feira, as chuvas tinham registrado 320 mil desabrigados, muitos deles alojados nos 581 acampamentos instalados pelo Governo.
Os distritos mais afetados são Batticaloa, Ampara, e Trincomalee, no leste do país, e Anuradhapura, Polonnaruwa, Kandy, Nuwara Eliya, Badulla, Moneragala e Kegalle, no centro.
“As chuvas nas áreas de Batticaloa e Kandy diminuíram desde quinta-feira, e a previsão é que a situação retorne à normalidade nos próximos dias”, destacou o Departamento Meteorológico.
As chuvas torrenciais são consequência, sobretudo da condição meteorológica conhecida como “La Niña”.
“A população do Sri Lanka sofreu um conflito armado, um tsunami e agora estas inundações”, lamentou à Efe o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, Mervyn Fletcher.
A Unicef enviou sete caminhões de provisões para enfrentar a situação causada pelas chuvas.
As autoridades cingalesas começaram agora a preparar-se para enfrentar possíveis epidemias causadas pelas águas poluídas.