A Interpol enviará na próxima segunda-feira ao Haiti uma equipe de especialistas em identificação de vítimas em desastres, informou hoje a organização.
“Claramente, a prioridade agora é encontrar e resgatar tantos sobreviventes quanto for possível”, disse o diretor de Apoio em Operações da Interpol, Brian Minihane.
A mesma fonte acrescentou, em comunicado, que, “quando terminar a operação de resgate”, a organização está “preparada para oferecer a assistência necessária para localizar os desaparecidos e identificar as vítimas.
A Interpol oferece também seu centro de coordenação para tramitar as mensagens da Polícia internacional para as pessoas desaparecidas que possam ter sido vítimas do desastre.
“O apoio e a coordenação internacional são essenciais, e os sistemas globais de comunicação e a experiência prévia da Interpol oferecendo este tipo de ajuda pode representar um papel importante”, afirmou.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.