O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, manifestou hoje sua preocupação pela estagnação do diálogo para tirar Honduras de sua crise política.
“Nos últimos dias se produziram alguns fatos negativos que esperamos sejam superados”, manifestou Insulza em declaração.
Acrescentou que no diálogo em Tegucigalpa, uma das partes apresentou uma proposta que inclui um tema não incluído no Acordo de San José, que pretende forçar uma legitimação do ocorrido em 28 de junho de 2009.
“Esta pretensão faz inviável um bom resultado no diálogo”, declarou.
Em 28 de junho o presidente Manuel Zelaya foi expulso do país e seu cargo foi assumido interinamente por Roberto Micheletti.
Insulza também assinalou sua preocupação pelo aumento da hostilidade contra a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se encontra Zelaya, que nos últimos dias se intensificou, segundo disse.
Apesar aos problemas, Insulza disse que reiterava “seu pleno compromisso e apoio ao processo de diálogo” e assegurou que esse “é o único caminho para alcançar a paz e a concórdia entre os hondurenhos”.
Em sua declaração Insulza lembrou que o diálogo começou dia 7 de outubro com bons auspícios e com um espírito construtivo e que se alcançaram importantes acordos em todos os pontos exceto no referido à restituição de Zelaya.
Os avanços tiveram um indubitável efeito positivo na opinião pública hondurenha que espera uma solução rápida aos problemas políticos que afetam o país, disse.
Acrescentou que a esse clima se somaram outros fatos positivos, entre eles a derrogação do decreto de estado de exceção e a volta ao ar de meios de comunicação que tinham sido restringidos.