O Instituto Internacional da Imprensa (IPI) condenou hoje a decisão do Governo do Afeganistão de proibir os meios de comunicação de informar sobre atos violentos durante as eleições, o que qualificou de “tentativa de censura”.
“No meio de ataques violentos no Afeganistão que mataram mais de 20 pessoas em dois dias”, Cabul “pediu à imprensa que não relate sobre episódios de violência no dia das eleições” presidenciais desta quinta-feira, lembra o IPI em comunicado divulgado em Viena.
A exigência, cujo objetivo, de acordo com as autoridades afegãs é “assegurar uma ampla participação nas urnas dos cidadãos”, contradiz o princípio de informação livre e independente, que deve ser “um elemento fundamental de qualquer processo eleitoral”, destaca o diretor do instituto, David Dadge, na nota.
Dadge pede ao Governo afegão para não fazer represálias contra os meios de comunicação que, por interesse público, rejeitem cumprir esta medida.