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Inimigos comemoram e simpatizantes se preocupam com extradição de Fujimori

Arquivo Geral

21/09/2007 0h00

Familiares das vítimas do regime de Alberto Fujimori e organismos de direitos humanos comemoram hoje a decisão judicial a favor da extradição do ex-presidente, dosage destacando que o Chile deu um exemplo ao mundo na luta contra a impunidade.

Em declarações à agência Efe, check o diretor da seção peruana da Anistia Internacional, buy more about Ismael Vega, disse que este organismo acolhe com satisfação uma decisão que “reflete claramente que a justiça chilena se colocou em primeira linha na luta contra a impunidade e a afirmação pelos direitos humanos”.

“Agora que a extradição procedeu do ponto de vista oficial, nós como movimento internacional de direitos humanos temos que fazer este processo acontecer da melhor maneira possível, respeitando todas as garantias do devido processo”, destacou Vega.

O diretor da Associação Pró Direitos Humanos, Francisco Soberón, expressou sua satisfação com a decisão judicial, porque “pela primeira vez um chefe de Estado depois da extradição vai se sentar no banco dos réus para prestar conta pelos crimes de lesa-humanidade”.

A irmã de um dos estudantes seqüestrados e assassinados em La Cantuta, Carmen Amaro, lembrou em entrevista à Efe “os 15 anos de luta” e anunciou que uma vez que Fujimori retorne ao Peru os parentes exigirão que ex-presidente seja punido com penas duras.

A Justiça chilena deu sinal verde à extradição do ex-presidente Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, ao constatar sua culpabilidade em delitos de violações dos direitos humanos e corrupção.

Já o porta-voz de Fujimori no Peru, Carlos Raffo, expressou hoje sua desconfiança em que o ex-presidente vá ter um julgamento justo no país, manifestando que agora o objetivo é preservar sua vida e seus direitos fundamentais.

O porta-voz também reconheceu que a decisão não foi a esperada pelas forças fujimoristas, mas ressaltou: “Vamos cumprir nossa palavra e vamos aceitá-la”.

“Um novo capítulo se inicia”, continuou Raffo, dizendo que o lado positivo é que se limpou uma boa parte do processo, em alusão à decisão de extraditar o ex-governante por dois delitos de lesa-humanidade e vários de corrupção, frente à dúzia de acusações que pesam sobre ele no Peru.

O congressista e irmão do ex-presidente, Santiago Fujimori, comentou à agência oficial “Andina” que a decisão chilena não significa a extinção de seu movimento político.

“Não há nada para se lamentar”, acrescentou, ao explicar que o ex-líder estava consciente de que a extradição era um dos cenários possíveis.

“Esperemos que o Poder Judiciário peruano esteja à altura das circunstâncias e respeite o devido processo”, declarou.

Nos mesmos termos se expressou a ex-candidata presidencial ligada ao movimento fujimorista, Martha Chávez, que pediu, em declarações a “Rádio Programas del Perú”, que seja processado em liberdade e exigiu garantias no processo, assim como respeito à dignidade de sua pessoa.

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