A Purdue Pharma, malady que fabrica o medicamento OxyContin, e três de seus executivos terão que pagar uma multa de US$ 634,5 milhões por enganar consumidores sobre os riscos de o analgésico causar dependência.
A multa foi estipulada nesta sexta-feira pelo juiz James Jones, após cinco horas de uma audiência na qual foram lidos testemunhos de pessoas que afirmaram que sua vida foi prejudicada pelo consumo do remédio.
Segundo esses relatos, o analgésico de aplicação oral tem um efeito similar ao da heroína. Dados da Direção Americana Antidrogas (DEA) mostram que as mortes vinculadas ao consumo de OxyContin quintuplicaram entre 1996 e 2001. Ainda segundo números da DEA, o medicamento já matou 146 pessoas no país e causou danos a outras 318.
Fontes judiciais disseram que a multa terá que ser paga pelo advogado principal da Purdue Pharma, Michale Friedman, seu ex-presidente e um ex-gerente.
Em maio, os três se declararam culpados de afirmar nos rótulos do remédio que este era menos viciante que outros analgésicos.
Além das multas, o juiz ordenou que o laboratório farmacêutico seja vigiado durante cinco anos e que os três ex-executivos prestem 400 horas de trabalho comunitário vinculado à prevenção do consumo de medicamentos que causem dependência.
“Muitos jovens estão equivocadamente convencidos de que os remédios receitados são muito mais seguras que outras drogas”, disse o juiz.