A inflação nos Estados Unidos se manteve estável em dezembro, como esperado pelos analistas, segundo dados publicados pelo governo nesta terça-feira (13), após um ano em que as tarifas do presidente Donald Trump ameaçaram a estabilidade dos preços.
O índice de preços ao consumidor (IPC), uma das principais medidas da inflação, subiu 2,7% em 12 meses encerrados em dezembro, a mesma taxa anual de novembro, segundo o Departamento do Trabalho.
Na medição mensal, o IPC aumentou 0,3%.
Embora os preços não tenham disparado nos últimos meses de 2025, a inflação subiu ao longo do ano, à medida que Trump impôs sucessivas ondas de tarifas sobre as importações americanas, afetando produtos de praticamente todos os parceiros comerciais.
No entanto, nos últimos meses, o governo Trump ampliou a lista de isenções que abrangem produtos essenciais, incluindo produtos agrícolas, devido ao aumento da preocupação com o custo de vida entre as famílias em todo o país.
Sendo assim, a taxa de inflação de 2,7% para dezembro de 2025 compara-se aos 2,9% de dezembro de 2024.
Mas os preços dos alimentos subiram acima da média, atingindo 3,1% em 12 meses.
O governo destaca uma queda de 3,4% nos preços da gasolina.
As empresas relataram custos mais altos, embora muitas tenham tentado mitigar o impacto aumentando seus estoques antes dos aumentos tarifários, evitando assim repassar o custo total aos consumidores.
Em dezembro, o índice de preços de imóveis foi o principal fator por trás do aumento mensal da inflação, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira.
A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis dos alimentos e da energia, foi de 2,6% em relação ao ano anterior.
AFP