A indústria do vinho no Chile disse hoje que perdeu US$ 250 milhões após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter que devastou parte do país no último sábado, informaram fontes do setor.
O número equivale a 125 milhões de litros de vinhos nas vinícolas associadas à instituição patronal Viñas de Chile, que reúne mais de 90% do total da indústria.
Segundo o presidente da entidade, René Merino, o cálculo da perda corresponde a 12,5% da colheita obtida em 2009, que alcançou 1,01 bilhão de litros.
“A grande maioria das vinícolas conta com seguros. Portanto, isto não é uma catástrofe”, assegurou Merino, segundo o qual há danos que ainda não foram avaliados, como os de infraestrutura, área na qual será necessário mais tempo para obter os dados completos.
Segundo o dirigente empresarial, as vinícolas estão em condições de continuar despachando seus produtos, mas há problemas de logística, já que o fornecimento elétrico e a rede de transportes ainda não foram normalizados.
Merino também disse que produtores de vinho não veem problemas para a colheita de 2010, que está perto de começar.
Nesse contexto, o responsável pela patronal afirmou que não há razões para um aumento no preço da uva na colheita deste ano, pois os cultivos estão em bom estado e os danos do terremoto afetaram o vinho que já estava envasilhado.