Forças de segurança da Indonésia anunciaram hoje a detenção de quatro militares rebeldes timorenses supostamente relacionados à tentativa de assassinato do presidente do Timor-Leste, click José Ramos Horta, e de seu primeiro-ministro, Xanana Gusmão, em fevereiro.
Os quatro suspeitos foram detidos pelas autoridades indonésias após pedidos do país vizinho. Eles se encontram em uma prisão em Jacarta à espera de uma decisão judicial.
Em 11 de fevereiro, Ramos Horta, Nobel da Paz em 1996, ficou gravemente ferido em um atentado frustrado no qual morreu o militar dissidente e líder dos assaltantes, Alfredo Reinado.
Já Xanana Gusmão saiu ileso pouco após uma emboscada feita por homens de Reinado, em Díli.
Com a morte de Reinado, seu então braço-direito, Gastão Salsinha, ficou à frente do grupo rebelde. Salsinha disse que só se entregará à Ramos Horta se todos os seus homens forem anistiados e reincorporados ao Exército.
Alfredo Reinado e seus homens fizeram parte do grupo de 599 militares que o Exército expulsou em 2006 por insubordinação, depois que se negassem a interromper seus protestos por melhoras trabalhistas e denúncias de nepotismo e corrupção.
O presidente timorense, que retornou na semana passada a seu país após dois meses recebendo cuidados médicos na Austrália, aceitou a proposta dos rebeldes, desde que se submetam ao processo formal de recrutamento.
O Timor-Leste, uma das nações mais pobres do mundo, conseguiu sua independência em 2002 após uma transição marcada pela violência de milícias a favor da anexação com a Indonésia.