Uma organização que agrupa os indígenas do planalto da Bolívia negou hoje que tenha abandonado uma aliança que apóia o Governo do presidente Evo Morales, salve embora seu partido tenha reconhecido que existe uma crise.
O dirigente do Conselho Nacional de Markas e Ayllus do Qullasuyu (Conamaq), viagra 40mg Martín Condori, disse à agência Efe que “o pacto não foi rompido”, mas reconheceu que existe “uma descoordenação” com o governo sobre a proposta indigenista na Assembléia Constituinte.
As principais exigências dos indígenas são o reconhecimento de um Estado plurinacional, o direito de autonomia territorial indígena originária e a cota indígena na assembléia legislativa estipulada na nova Carta Magna.
Segundo a imprensa local, as divergências acontecem por causa da posição do partido governista Movimento Ao Socialismo (MAS) de excluir a quota indígena na composição do Congresso com a nova Constituição.
O Conamaq pertence junto a outras quatro indígenas ao denominado “Pacto de Unidade” que formam as bases do MAS e têm um grande poder de convocação em mobilizações.
O deputado constituinte do MAS, Raúl Prada, reconheceu que “houve momentos difíceis dentro do pacto” e que “não é a primeira vez que ele está em crise, mas não foi rompida” a aliança com os indígenas.
A Assembléia, que ampliou seu trabalho até o próximo dezembro, tem mais de 700 projetos para a nova Carta Magna e pretende apresentá-los na próxima segunda-feira.