O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o principal indicador da inflação na China, disparou a 5,1% em novembro, o número mais alto dos últimos 28 meses.
O Birô Nacional de Estatísticas informou neste sábado que o índice é sete décimos superior ao registrado em outubro, e supera o objetivo oficial do Governo, que no começo do ano projetou em 3% a inflação acumulada em 2010.
O organismo atribuiu o aumento do índice à alta de 11,7% no preço dos alimentos, que representam um terço da cesta de compras chinesa.
Os especialistas também citaram o crédito outorgado pelos bancos chineses e a segunda injeção de resgate americano, de US$ 600 bilhões, que estão inundando os mercados emergentes com fluxos de capital especulativo.
A alta no preço dos produtos não alimentícios, por sua vez, se limitou a 1,9%.
O Governo chinês se mostra preocupado, já que a inflação é um dos principais motivos de descontentamento social entre a população, e por isso ordenou controles temporários de preços, aumento da produção agrícola e criadora de gado e limitação dos custos energéticos.
O Índice de Preços de Produção (IPP) da China, por sua vez, teve alta de 6,1% em novembro, contra 5% de outubro.