O Governo indiano se negou hoje “categoricamente” a aceitar um compromisso vinculativo para a redução de emissões de gases do efeito estufa, frente à cúpula de Copenhague.
“As emissões crescerão”, disse o ministro do Meio Ambiente indiano, Jairam Ramesh, em um discurso no Parlamento retransmitido ao vivo pelas redes de televisão indianas.
O compromisso que a Índia adota, de forma “voluntária”, é que “a intensidade das emissões” diminua entre 20% e 25% entre 2005 e 2020, segundo o ministro.
Ramesh disse que a Índia está disposta a “fazer mais” se, em Copenhague, se chegar a um acordo “satisfatório e equitativo”, mas deixou claro que o Governo também não se comprometerá a fixar um ano a partir do qual as emissões do gigante asiático começarão a diminuir.
Segundo os dados do ministro do Meio Ambiente, a China é responsável por 23% das emissões mundiais e a Índia, por 4,7%, por isso os dois países “não estão no mesmo barco”.
Em 26 de novembro, o Governo chinês se comprometeu a reduzir entre 40% e 45% sua intensidade energética (emissão de CO2 por cada unidade de PIB) entre 2005 e 2020.
Ramesh afirmou que a delegação indiana se mostrará “flexível” durante a cúpula que acontecerá em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro, e anunciou algumas medidas que o Gabinete indiano tem previstas para combater a mudança climática.
“O país mais vulnerável à mudança climática é a Índia, não Bangladesh, nem Maldivas ou Estados Unidos”, lembrou.
Atualizada às 16h43