O ator, uma celebridade na Índia, afirmou em entrevista por telefone ao canal “NDTV” que foi conduzido a uma sala no aeroporto de Newark após ser revistado em duas ocasiões.
“Meu nome apareceu no computador” dos funcionários da alfândega, contou o ator muçulmano, que entrou em contato com um amigo que ligou à embaixada indiana em Washington, a qual conseguiu que Khan saísse do aeroporto.
“Não acho que tenha sido por preconceito racial. O país está paranoico com certo setor religioso do mundo e acredito que o preconceito tenha sido este”, criticou o artista, que ia para um evento de comemoração da independência indiana em Chicago.
O porta-voz do Ministério de Exteriores indiano Vishnu Prakash disse que o Governo já pediu explicações à embaixada americana em Nova Délhi, segundo a agência “PTI”.
A ministra de Informação, Ambika Soni, afirmou que “esta forma de detenção não está justificada” e acrescentou que “nos Estados Unidos vários exemplos de revistas excessivas foram registrados”.
Em comunicado citado pela “PTI”, o embaixador dos EUA em Délhi, Timothy J. Roemer, explicou que a delegação tenta “esclarecer o episódio para entender o que aconteceu”.
“É um convidado sempre bem-vindo aos Estados Unidos. Muitos americanos gostam de seus filmes”, acrescentou o embaixador, que descreveu Khan como “um ícone global”.
Vários muçulmanos da indústria cinematográfica indiana, como o ator Aamir Khan e o diretor Kabir Khan, já sofreram no passado incidentes similares em aeroportos dos Estados Unidos.