O chefe do Exército indiano, Deepak Kapoor, e o conselheiro de Segurança Nacional, M.K. Narayanan, negaram hoje que o número de incursões de militares chineses no país tenha aumentado no último ano, como noticiou recentemente a imprensa.
“O primeiro-ministro declarou ontem que não aumentou o número de incursões ou invasões. Comparadas com o ano passado, elas estão quase no mesmo nível. Por isso, há motivo para preocupação”, disse Kapoor, citado pelas agências indianas.
O chefe do Exército pediu à imprensa do país que seja cautelosa e não “superdimensione” o assunto.
Por sua vez, o conselheiro de Segurança Nacional admitiu que as autoridades indianas sabem das incursões, mas assegurou que a situação não é “alarmante”.
“Em termos de número, praticamente não houve aumento. Ocasionalmente, as entradas são um pouco mais profundas. Mas não acho que seja nada alarmante”, disse Narayanan, que disse não conseguir entender a agitação da imprensa em relação ao assunto.
Em declarações a um canal de TV, o conselheiro afirmou que os dois países desejam a paz e que “a Índia de 2009 não é a de 1962”, em referência ao ano no qual as duas nações se enfrentaram militarmente pela soberania de várias regiões fronteiriças, entre elas a Caxemira.
“Acho que este é um assunto de segurança nacional, não algo com que se brinque”, disse Narayanan, que representa a Índia nas disputas fronteiriças com a China.