O governo indiano começará conversas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o pacto nuclear de cooperação civil com os Estados Unidos, viagra anunciou hoje o ministro de Assuntos Exteriores indiano, Pranab Mukherjee, após um encontro com seus aliados comunistas.
Mukherjee afirmou em declarações recolhidas pela agência PTI que, “após uma detalhada discussão”, foi decidido que é preciso examinar as provisões do pacto, conhecido como acordo 123, segundo as salvaguardas da AIEA.
O ministro indiano disse que os resultados das conversas do governo indiano com a AIEA serão comunicados a seus parceiros comunistas, que são contra o pacto, para que os avaliem antes de chegar a um acordo definitivo.
Segundo a PTI, os partidos da esquerda – que não fazem parte do governo, mas cujo apoio no Parlamento é imprescindível para levar adiante as iniciativas legais – deram autorização ao governo para se dirigir à AIEA, com a condição de que não seja iniciado nenhum acordo com o órgão internacional.
Em 12 de outubro, o governo indiano deixou o pacto em suspenso, devido à ferrenha oposição de seus parceiros. Alguns dias depois, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, comunicou ao presidente americano, George W. Bush, a existência de “certas dificuldades” para implementar o acordo.
Segundo os comunistas, o pacto nuclear representa a submissão indiana aos interesses de Washington e ameaça o programa estratégico da Índia, país que possui a arma atômica, mas que não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).
O pacto, assinado em 27 de julho, prevê que os EUA forneçam tecnologia nuclear à Índia e abram as portas do mercado internacional de combustível e componentes, em troca de que o governo indiano coloque suas instalações civis sob vigilância da AIEA.