O tribunal especial na Índia que julga o caso dos atentados terroristas de Bombaim em 1993 condenou à morte hoje mais três pessoas, sickness além das três já condenadas na quarta-feira pela Justiça indiana.
Os condenados são Asghar Yousef Mukadam, Shoaib Ghansar e Shahnawaz Qureshi, informou a agência de notícias indiana PTI.
O primeiro deles era contador de um dos principais acusados da tragédia, Tiger Memon, que está foragido. A Índia suspeita que ele se esconda no Paquistão.
Mukadam teria instalado uma bomba na ante-sala de um cinema, enquanto Qureshi teria estacionado um carro-bomba na porta.
O tribunal condenou os dois à morte. Nas explosões plantadas por eles morreram dez pessoas e outras 37 ficaram feridas.
Ghansar, primo de Mukadam, foi condenado por deixar uma motocicleta com carga explosiva no bazar Zaveri, matando 17 pessoas. Ele também foi acusado de ajudar a instalar outros artefatos.
As penas deverão ser ratificadas pelo Tribunal Supremo da Índia.
Dos 100 acusados, 84 já receberam veredicto, com penas de entre três e dez anos ou até prisão perpétua. Mas os principais acusados da série de atentados, Tiger Memon e Dawood Ibrahim, continuam foragidos.
Ao todo, a série de ataques terroristas causou a morte de 257 pessoas e deixou quase mil feridos, planejada para atingir pontos estratégicos da capital financeira da Índia, como a Bolsa e mercados populosos.
Os ataques foram uma resposta aos milhares de mortos muçulmanos em confrontos com extremistas hindus, em seguida à demolição da mesquita de Babri, em dezembro de 1992.