As chamas reduziram hoje no Peloponeso e estão sob controle na ilha de Eubea, view enquanto aumentam os protestos dos cidadãos contra a gestão do Governo, look responsabilizado por grande parte da catástrofe que matou 64 pessoas na Grécia.
O presidente do recém-criado Fundo de Ajuda e Solidariedade para os Desabrigados, page Petros Moliviatis, se reuniu hoje com o primeiro-ministro, Costas Caramanlis, para tratar da distribuição das ajudas.
Após o encontro, disse à imprensa que as primeiras quantias de dinheiro serão destinadas a restaurar o sítio arqueológico da Olímpia Antiga no Peloponeso, lugar dos Jogos Olímpicos na Antiguidade, danificado pelas chamas no último domingo.
O dinheiro do fundo provirá dos orçamentos estatais e de doadores privados. Moliviatis assegurou que as gestões serão feitas com transparência, garantindo que todas as doações chegarão aos atingidos.
Há dois dias, o Governo ordenou gestões rápidas para que os desabrigados recebessem as primeiras ajudas econômicas, de 3 mil euros, a partir de quarta-feira.
As filiais de três bancos na área atingida ficaram abertas à noite por dois dias seguidos, com centenas de pessoas que faziam fila para receber o dinheiro.
Segundo o porta-voz oficial, Theodoros Roussopoulos, até a tarde de quarta-feira o Governo tinha recebido 7.500 solicitações de indenização e já havia concedido os primeiros 24 milhões de euros.
Desde sexta-feira foram detidas 22 pessoas envolvidas nos incêndios, sendo seis acusadas de provocar incêndios intencionalmente, segundo o porta-voz do Departamento de Gestão dos Bombeiros, Nikos Diamantis.
Diamantis informou hoje que desde o fim de junho, quando começaram os primeiros incêndios, 73 pessoas foram detidas por provocarem incêndios de maneira premeditada ou negligente.
Hoje, enquanto os incêndios que atingem a Grécia pelo sétimo dia consecutivo eram contidos – os principais focos eram em Arcadia, Laconia e no monte de Parnonos, no Peloponeso -, as ajudas aos milhares de desabrigados eram entregues aos poucos, e os políticos voltavam as atenções para as eleições do dia 16.
Os eleitores estão impressionados com os devastadores incêndios que mataram pelo menos 64 pessoas desde sexta-feira, número que se soma às dez vítimas dos ocorridos nas semanas anteriores.
Os estragos causados pelas chamas e o verão mais quente do último século entraram na campanha eleitoral para as legislativas antecipadas, e a imprensa de hoje publica diversas pesquisas de intenções de votos.
Em uma das pesquisas, 60,3% dos entrevistados se mostraram muito críticos com a ação do Governo contra os incêndios, mas 60,6% estão satisfeitos com as medidas para os desabrigados.
Segundo o instituto de pesquisas VGPO, Caramanlis continua sendo o favorito do eleitorado, com 45% das intenções, contra 26% do chefe da oposição, o socialista Giorgos Papandreu.
A empresa Metro Analysis dava uma vantagem de 1,6 ponto à Nova Democracia sobre o Movimento Socialista Pan-helênico (Pasok), com intenções de voto de 29,7% e 28,1%, respectivamente.
A pesquisa concede 8,1% das intenções para o Partido Comunista da Grécia, 4,7% para a Coalizão de Esquerda e Progresso (Siriza) e 3,6% para o de extrema-direita Alerta Ortodoxa Popular (Laos).
O porta-voz do Pasok, Gianis Ragusis, acusou o Governo de “difamar e causar graves danos ao país” ao culpar piromaníacos pelos incêndios, como insinuou Caramanlis, ou relacioná-los a “ameaças assimétricas (terroristas)”, como disse o ministro de Ordem Pública, Biron Polidoras.
“O Governo não apresentou nenhuma prova das ameaças terroristas e causou danos irremediáveis ao país”, afirmou o político.
A respeito da distribuição de indenizações, o jornal “To Vima” comenta que “o inerte Governo se apressa agora para entregar ajudas a mãos abertas” e acrescenta que, “sob a pressão da campanha eleitoral, mostra uma agilidade nunca vista para dar as ajudas”.
Já o jornal “Eznos” afirma: “Recebem agora… a conta depois – Uma campanha governamental para comprar votos com 3 mil euros para cada um”.