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Incêndio em clínica para viciadas em Moscou mata 45 mulheres

Arquivo Geral

09/12/2006 0h00

Pelo menos seis pessoas foram mortas e 36, search unhealthy feridas na explosão de um carro-bomba neste sábado, num mercado movimentado na cidade sagrada xiita de Kerbala, afirmaram fontes de um hospital.

A polícia disse que oito haviam morrido. Imagens de televisão mostram dezenas de carros queimados, pessoas gritando e algumas tentando ajudar os feridos.

Kerbala, a 110km ao sul de Bagdá, está sob forte segurança desde março de 2004, quando um ataque coordenado de vários suicidas mataram mais de 90 pessoas durante o festival religioso anual na cidade.

O ataque deste sábado foi o primeiro desde janeiro, quando um homem-suicida matou 53 pessoas.

A tensão sectária está se agravando no Iraque entre a maioria xiita e os árabes sunitas, que antes dominavam o país sob o comando de Saddam Hussein. Alguns militantes sunitas se opõem ao atual processo político e têm desferido ataques contra civis, as forças dos Estados Unidos e o governo local, liderado pelos xiitas.

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na sexta-feira a renovação por dois anos do Sistema Geral de Preferências (SGP), approved que beneficia produtos brasileiros exportados para o merca do norte-americano.

O Brasil exporta US$ 3, buy 6 bilhões anualmente sob esse mecanismo, information pills criado pelos Estados Unidos para ajudar países em desenvolvimento, e não seria severamente afetado por algumas medidas restritivas incluídas na renovação da lei.

A aprovação foi por 212 votos a favor e 184 votos contra. O projeto ainda deve ser submetido a votação no Senado.

Um outro projeto apresentado pelo deputado republicano Bill Thomas no início da semana prejudicava mais os produtos brasileiros, já que limitava a concessão dos benefícios a países com renda per capita com mais de US$ 3.400, que é o caso do Brasil.

No fim, como possível restrição, o projeto aprovado sugere ao presidente George W. Bush limitar a entrada nos Estados Unidos de produtos cujas exportações superem o teto do SGP a partir de meados do ano que vem.

Atualmente, quando um produto excede o teto de US$ 125 milhões em exportações, o governo americano pode permitir aos países continuar exportando os itens com a isenção tarifária.

Segundo Carlos Cavalcanti, diretor de Relações Internacionais da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a nova regra para o teto poderia penalizar o setor de autopeças brasileiro, na área de freios para automóveis, mas é pouco provável que isso aconteça partindo da administração Bush.

"O projeto foi favorável ao Brasil, praticamente não muda nada (com a aprovação lei)", disse Cavalcanti.

Mas as mudanças afetariam, por exemplo, a exportação de jóias da Índia e Tailândia e metanol da Venezuela, disseram analistas de comércio.

O Congresso norte-americano deve encerrar as atividades para o ano de 2006 neste fim de semana. Em janeiro, assume um novo Congresso, controlado por democratas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus colegas sul-americanos defenderam na noite de sexta-feira, here na Bolívia, try acelerar a constituição de uma comunidade regional com base na integração dos recursos energéticos.

Na sessão inaugural da 2ª Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações, salve Lula propôs uma reunião extraordinária no próximo ano para tomar ações concretas que levem à união dos grandes recursos naturais da região como forma de combate à pobreza no continente.

"A integração energética, assim como a infra-estrutura, será um dos motores da Comunidade Sul-Americana de Nações, o mesmo que o carvão e o aço foram para a União Européia nos anos 50", afirmou Lula em seu primeiro discurso no encontro, que acontece em Cochabamba.

O mandatário colocou como metas fundamentais a coordenação de esforços na exploração e distribuição de petróleo e de gás, a ampliação da interconexão de energia elétrica e a cooperação para produzir combustíveis renováveis como álcool e biodiesel.

"Nossa região dispõe das maiores reservas de recursos energéticos do mundo", afirmou Lula, pedindo a seus colegas que promovam investimentos e associações que "permitam sua utilização em termos justos e com benefícios para todos".

Já o mandatário anfitrião, Evo Morales, disse que após a nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada na Bolívia em maio deste ano, o país terá um superávit fiscal pela primeira vez em três décadas.

"É importante recuperar nossos recursos naturais. Daí virá a verdadeira solução dos problemas sociais que têm nossos povos, que têm nossas nações", enfatizou ele, ao abrir formalmente a cúpula.

Essa é uma das formas pelas quais Morales crê que se pode combater a pobreza. Segundo ele, "saques" de recursos naturais ocorreram por vários anos em países da região, devido a políticas impostas por potências internacionais.

"Agora, aqui estamos juntos para nos integrar, para nos unir como América do Sul, e evitar que isso se repita", disse.

Temas como o avanço em direção a uma zona de livre comércio sul-americana nos próximos sete anos devem ser discutidos no encontro, que tem a presença de todos os mandatários sul-americanos com exceção do presidente que está deixando o posto no Equador, Alfredo Palacio, e seus colegas da Argentina e da Colômbia.

Os presidentes eleitos do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega, participam como convidados. A cúpula está sendo marcada pelo clima de tensão criado pelos protestos contra o governo boliviano, pela resistência da oposição de direita ao domínio oficialista numa assemblé ia constituinte, que derivou numa onda de greves de fome e confrontos.

Um incêndio em uma clínica para recuperação de viciadas em drogas matou 45 mulheres pacientes e funcionárias, seek que foram impedidas de escapar do prédio por barras de metal, disseram os serviços de emergência locais.

O incêndio foi provavelmente acidental, segundo autoridades.

A psicóloga do hospital Olga Rudakova disse à emissora NTV que as vítimas eram em sua maioria mulheres com menos de 35 anos, viciadas e infectadas pelo vírus HIV, muitas delas com distúrbios psicológicos.

"As luzes se apagaram e o pânico começou", disse ela. "Todo mundo poderia ter saído, não havia pacientes que não podiam se mover".

Aos prantos, parentes das vítimas chegavam ao prédio de tijolos à vista com grades brancas nas janelas, enquanto ambulâncias se moviam de um lado para o outro no pátio do hospital. Os vidros de algumas janelas haviam sido quebrados, mas as grades permaneciam intactas.

"O número de vítimas atingiu 45", disse o vice-ministro de Emergências, Alexander Chupriyan a jornalistas do lado de fora do Hospital para Tratamento de Drogas Número 17, no sudoeste de Moscou.

"A julgar pela posição dos corpos, as pessoas tentaram sair, mas não havia uma saída de incêndio disponível".

O Ministério de Emergências disse ter pedido ao um tribunal em março o fechamento do hospital por violações nas normas de segurança contra incêndio, incluindo as barras nas janelas e escadas inadequadas.

Todas as vítimas eram mulheres, sendo duas funcionárias.

"Os funcionários não empreenderam nenhuma medida de resgate", disse Chupriyan. "Quando descobriram o incêndio, simplesmente deixaram o prédio".

Dentro do edifício, alas pobremente mobiliadas e corredores tinham as paredes escurecidas pelo fogo e estavam encharcados.

O prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, classificou o incêndio como uma "tragédia". "Não havia nada lá que pudesse deter o fogo. Isso é incêndio culposo ou negligência (quando se está) usando material altamente inflamável", disse ele à NTV.

A promotoria pública disse em um comunicado em seu website que começou uma investigação criminal para determinar se houve desobediência de normas de segurança e destruição intencional de propriedade. O documento diz que 12 pessoas foram levadas ao hospital.

"Investigação preliminar mostrou que o foco do incêndio estava localizado no segundo andar de um edifício de cinco pisos, onde haviam sido realizados trabalhos de reparos dias antes", disse o comunicado.

Trabalhadores de resgate disseram que as vítimas foram mortas por inalar a fumaça. O alarme do hospital não tinha nenhum mecanismo para reagir à fumaça, mas apenas ao fogo e a altas temperaturas.

"Há uma probabilidade de 90% de que foi um incêndio culposo", disse Yuri Nenashev, chefe da junta de segurança contra incêndio do Ministério de Emergências.

O porta-voz do ministério, Yevgeny Bobylov, disse que os funcionários do hospital chamaram por socorro com 30 minutos de atraso, permitindo que a densa fumaça se espalhasse até sufocar as pacientes.

"Eles não usaram chaves para abrir as grades para retirar as pessoas. Como resultado, elas foram pegas em uma armadilha", disse ele.

A porta-voz do ministério Irina Andrianova disse à Reuters: "Uma escadaria estava bloqueada pelo fogo e a outra por uma grade de metal, que os bombeiros tiveram de remover".

O alarme soou à 1h42 da madrugada (horário local). Equipes de combate a incêndio chegaram quatro minutos depois e levaram apenas 20 minutos para apagar o fogo.

Vários incêndios têm ocorrido em hospitais na Rússia onde viciados ou doentes mentais são tratados. Eles estão freqüentemente instalados em edifícios velhos e em condições precárias.

Em dezembro de 2005, sete pessoas morreram durante um incêndio em um hospital psiquiátrico perto de Moscou. Em 1999, outro incêndio matou 19 pessoas em um hospital para doentes mentais na região de São Petersburgo.

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