A imprensa cubana acusou o Governo dos Estados Unidos de ligações com o recente golpe militar em Honduras e vinculou Washington ao Exército e à direita do país.
A Agência de Informação Nacional (AIN, information pills estatal) citou a advogada e escritora americana Eva Golinger, que afirmou que a base militar que os EUA mantêm em Soto Cano, em Honduras, desde 1970, teve “um papel fundamental” no golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya.
Eva afirmou que o Governo dos EUA não suspendeu a assistência militar a Honduras, somente suas manobras conjuntas, e ressaltou que a Casa Branca tem um “acordo” para manter sua presença militar nesse país.
A AIN também citou declarações do analista político americano James Petrás, que afirmou que “o repúdio mundial, forçou os EUA a negociarem com os comandantes militares golpistas sobre a possibilidade de o presidente deposto reassumir seu cargo”, apesar de ter estado por trás do golpe.
Segundo Petrás, a prova de que o Governo americano está envolvido é o fato de os militares hondurenhos “não funcionarem sem consultar os assessores presentes no país”, que “estão em todos os níveis da hierarquia militar hondurenha”.
O diário Juventud Rebelde, porta-voz da União de Jovens Comunistas, publicou artigos sobre a “conexão” entre o Exército hondurenho e o diplomata americano John Negroponte, que foi embaixador em Tegucigalpa de 1981 a 1985, antes de se tornar subsecretário de Estado do Governo de George W. Bush.
“A história se repete. Como no Chile, Argentina, Nicarágua ou Venezuela: por trás da oligarquia nacional, que impede que o povo tome as rédeas de seu destino, está a CIA (agência de inteligência americana) e a militar Escola das Américas”, apontou o jornal.