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Mundo

Imigrantes ilegais têm que saber que é <i>difícil</i> entrar na Espanha, alerta ministro

Arquivo Geral

17/03/2008 0h00

O ministro do Interior espanhol, abortion Alfredo Pérez Rubalcaba, disse hoje que a Espanha, como “porta da Europa”, tem que cumprir as normas, e as pessoas que pretendem entrar ilegalmente “tem que saber que será muito difícil”.

Essas declarações dizem respeito à crise gerada após vários brasileiros terem sido impedidos de entrar na Espanha ao chegar ao aeroporto de Barajas, em Madri.

Rubalcaba também disse que, como país, a Espanha “não pode permitir que alguém diga que vem como turista e realmente venha com 50 euros (cerca de R$ 130)”.

“Todo mundo sabe que, com 50 euros no bolso, a pessoa não vem a passeio e, sem passagem de volta, vem ficar ilegalmente, e nós temos que controlar isso”, acrescentou Pérez Rubalcaba.

O ministro fez estas declarações em entrevista à rede pública “Rádio Nacional da Espanha” (“RNE”), ao ser perguntado pela queixa feita pelas autoridades brasileiras diante dos casos de passageiros brasileiros devolvidos pela Espanha.

Rubalcaba disse que houve um protesto do Brasil, “porque nos últimos tempos dizem que há mais cidadãos desse país que não podem entrar na Espanha”, e se declarou disposto a corrigir os erros que podem ter sido cometidos através do diálogo com as autoridades brasileiras.

O ministro reconhece que pode ter havido algum problema devido à mudança de algumas normas, “fruto de nossa experiência”, e que a Espanha, como porta da Europa, tem que cumprir a norma européia em matéria migratória.

No entanto, também reconheceu que “pode ter ocorrido algum problema na fronteira devido à atuação de algum policial que não esteja excessivamente certa”, depois ressaltou que também “é verdade que pode haver algum turista que de vez em quando diga coisas que não deve dizer”.

Rubalcaba disse que o Governo espanhol está disposto a informar exaustivamente qualquer um que queira ir à Espanha que, para entrar, tem que cumprir determinadas normas.

“Quem tiver direito a entrar, tem que entrar, e o que vier para entrar ilegalmente tem que saber que será muito difícil, e nossa tarefa como Polícia de Fronteiras é que seja muito difícil”, concluiu o ministro.

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