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Imigração acrescentará 105 milhões de pessoas aos EUA em 2060

Arquivo Geral

31/08/2007 0h00

A imigração acrescentará até 105 milhões de pessoas à população dos Estados Unidos em 2060, sales quando o país chegará a 468 milhões de habitantes, page segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

O relatório, abortion apresentado pelo Centro de Estudos sobre Imigração, pretende orientar o debate nacional sobre o impacto do fluxo migratório sobre a população americana.

Segundo os dados, a cada ano 1,6 milhão de imigrantes, legais e ilegais, se estabelecem nos Estados Unidos. Cerca de 350 mil deles saem, o que resulta numa taxa de imigração líquida de 1,25 milhão de pessoas, vindas da América Latina, Caribe e outras regiões do mundo.

Para Steven A. Camarota, autor do estudo, o alto fluxo migratório fará a população passar dos 301 milhões atuais aos 468 milhões em 2060, um aumento de 56%. “É o equivalente à soma dos habitantes da Grã-Bretanha, França e Espanha”, comparou.

Além disso, os futuros imigrantes e seus descendentes serão 67 milhões de pessoas no ano 2030. Em 2060, serão 105 milhões, previu.

No entanto, o alto nível migratório terá pouco impacto para desacelerar o envelhecimento da sociedade, segundo o relatório. No ano 2060 61% da população estarão em idade de trabalhar (entre 15 e 60 anos), acrescentou.

O estudo pretende mostrar aos americanos os custos e benefícios de um país mais densamente povoado, disse Camarota.

“É um estudo deprimente”, avaliou Roy Beck, diretor-executivo da NumbersUSA, organização que realiza estatísticas sobre os níveis de imigração nos EUA. “Se os imigrantes continuarem chegando nesse ritmo, a vida dos meus netos será totalmente diferente”, acrescentou.

Na sua opinião, o que mais deteriora a qualidade de vida é o crescimento da população, “um problema federal”.

No entanto, para Ben Wattenberg, membro principal da organização America Enterprise Institute, a “explosão populacional” não é tão prejudicial.

“Ocorreu a mesma coisa com os judeus, os italianos e os alemães. Com o tempo, houve uma assimilação positiva que fez dos Estados Unidos o que são, uma potência mundial”, enfatizou Wattenberg.

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