Diante de milhares de fiéis, concentrados na grande esplanada da Universidade de Teerã, o clérigo iraniano criticou também o fato de o presidente americano, Barack Obama, não ter mudado ainda a política em relação ao Irã como prometeu.
“Não somente não vimos a mudança, mas as autoridades norte-americanas nos acusaram de apoiar o terrorismo em sua mensagem de aproximação”, afirmou o imame, membro da poderosa Assembleia de Especialistas.
Khatami insistiu em que o povo iraniano é o mesmo que há 30 anos e grita morte aos EUA mais forte que antes já que aquele país continua com as mesmas políticas.
“Os EUA não renunciaram a conspirar contra o povo do Irã e cometeu todo tipo de atos como o bloqueio dos ativos do Irã, a imposição de uma guerra de oito anos e inclusive tentou derrubar de forma branda a República Islâmica”, disse.
No entanto, deixou aberta uma porta à possibilidade de empreender um novo caminho.
Teerã e Washington romperam seus laços diplomáticos em abril de 1980, uma vez consolidada a vitória da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini e que derrubou a monarquia do último Xá de Pérsia, o pró-ocidental Mohamad Reza Pahlevi.