No vídeo, stuff exibido na quinta-feira no tribunal de Kingstone, visit this site no sul de Londres, que julga três homens acusados de cumplicidade nos ataques, Mohammad Sidique Khan aparece em frente a espelho filmando a si mesmo e a filha pequena, que está no colo do terrorista.
O terrorista, de 30 anos, acaricia os cabelos da menina, que tenta pegar a câmera de vídeo, enquanto lhe explica por que decidiu se sacrificar em nome de Alá.
Sidique Khan pede à filha que cuide da mãe e que aprenda a lutar quando crescer.
“Querida, não resta mais muito tempo. Vou sentir muito sua falta. (…) você foi a maior felicidade da minha vida. Você e sua mãe, foi uma jóia. Não sei mais o que dizer”.
“Gostaria de poder fazer parte de sua vida, especialmente quando você crescer, nos próximos meses, quando aprender a andar e a dizer coisas”, acrescenta Khan.
“Mas tenho que fazer isso para nosso futuro, e será o melhor, tomara, a longo prazo. É o mais importante”.
O terrorista beija então o cabelo da filha e continua: “Faço o que faço pelo Islã, não para obter nenhuma vantagem materialista”.
O terrorista fez a gravação pouco após fazer suas orações de madrugada, em 16 de novembro de 2004.
Dois dias depois iria ao Paquistão para lutar contra as tropas americanas e britânicas que combatiam no vizinho Afeganistão.
Uma semana depois de Khan e outro dos terroristas suicidas, Shehzad Tanweer, chegarem ao Paquistão, ambos mudaram de plano e teriam decidido atacar a capital britânica.
Os dois homens voltaram ao Reino Unido em fevereiro de 2005 e cometeram os atentados suicidas cinco meses depois.