O ministro da Informação iemenita, Hassan al Luzi, disse a jornalistas que Umar Farouk Abdulmutallab, autor da tentativa de atentado contra o avião que fazia um voo entre Amsterdã e Detroit, não aparece nas listas de terroristas entregues por Washington a Sana.
Segundo Luzi, Abdulmutallab visitou o Iêmen duas vezes: a primeira em 2004 e permaneceu no país até 2005, e a segunda em agosto passado, deixando o território iemenita já neste mês de dezembro.
O nigeriano entrou no Iêmen com o pretexto de estudar árabe, acrescentou o ministro.
“Se o Iêmen tivesse informações que dissessem que esta pessoa estava na lista de possíveis terroristas, não teria podido entrar nem sair do país”, disse Luzi.
Além disso, o ministro afirmou que o Governo de Sana deu instruções às embaixadas iemenitas para que não concedam vistos de estudos para nenhuma pessoa sem permissão do Ministério do Interior.
O grupo terrorista Al Qaeda na Península Arábica assumiu ontem a autoria da tentativa de atentado contra o avião em comunicado divulgado em fóruns virtuais islâmicos.
O comunicado, que incluía uma foto que parece ser de Abdulmutallab – chamado de “mártir” pela Al Qaeda -, diz que sua ação foi perpetrada “com valentia e coragem”.
Segundo o grupo terrorista, a ação foi uma represália “pela injusta agressão americana contra a Península Arábica” e reconheceu que a bomba carregada por Abdulmutallab não explodiu devido a uma “falha técnica”.
Em janeiro deste ano, a Al Qaeda anunciou que tinha instalado no Iêmen uma nova estrutura regional que absorvia os quadros da Arábia Saudita, tudo isso sob a direção de Nasser al Wahshi, também conhecido como o nome de guerra de Abu Bashir.