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Iêmen busca mulher suspeita de enviar pacotes e membro da Al Qaeda

Arquivo Geral

01/11/2010 18h08

O Iêmen continua, nesta segunda-feira, a busca por uma mulher suspeita de ter enviado dois pacotes com explosivos aos EUA e pelo membro da Al Qaeda, Ibrahim Hassan al Asiri, que pode ter fabricado as bombas.

Um responsável de segurança que pediu anonimato disse à Agência Efe que Al Asiri e a mulher, que supostamente entregou os pacotes a duas empresas americanas de transporte em Sanaa, são os dois principais procurados neste caso.

Al Asiri poderia estar escondido com outros dirigentes da Al Qaeda na Península Arábica na província de Shabua, no sudeste do país, revelou o responsável de segurança.

Fontes federais, citadas neste domingo pela rede “CNN”, revelaram que Al Asiri, de 28 anos, poderia estar por trás da fabricação dos explosivos.

Nesta segunda-feira, 14 supostos membros da Al Qaeda se entregaram às autoridades iemenitas na província meridional de Abian, forte reduto da organização terrorista.

A redenção aconteceu graças às negociações conduzidas por chefes de tribos e ulemás nas localidades de Mudiya e Lauder, cenário frequente de enfrentamentos entre a Polícia e combatentes desta organização.

O governador de Abian, Ahmed al-Maysari, não descartou em comunicado divulgado no site do Ministério da Defesa que outros supostos militantes da Al Qaeda se entreguem nos próximos dias.

Enquanto isso, foi reforçada a segurança nos aeroportos do país depois que a Organização da Aviação Civil do Iêmen decidiu, neste domingo à noite, intensificar as medidas.

Todas as cargas enviadas dos aeroportos iemenitas estão sendo fortemente examinadas e as autoridades aumentaram a vigilância aos agentes das companhias de transportes.

As medidas foram adotadas frente a “grande evolução das técnicas por parte das organizações terroristas”, explicou a Organização da Aviação Civil, segundo a agência de notícias estatal iemenita, “Saba”.

Além disso, insistiu na importância de continuar com a troca de informação entre os diferentes países para assegurar que a luta contra o terrorismo seja eficaz e rápida.

Uma equipe de investigadores da Direção de Segurança no Transporte dos EUA viajou ao Iêmen para vigiar os pacotes e cargas despachadas por via aérea rumo a seu país, revelou o diretor da agência, John Pistole.

Os especialistas trabalharão no aeroporto de Sanaa onde, além de inspecionar a carga, darão instruções e instalarão equipamentos para os profissionais locais de segurança aérea.

O controle nas ruas de Sanaa foi reforçado com um maior número de patrulhas nas principais vias.

A investigação prossegue depois de neste domingo ter sido libertada a estudante de Engenharia Hanan Mohammed al Samawi, de 22 anos, que foi detida com sua mãe no último sábado, um dia depois de os dois pacotes terem sido interceptados em Dubai e no Reino Unido.

Hanan foi identificada devido ao chip de um telefone celular encontrado no pacote localizado no Reino Unido, que da mesma forma que o descoberto em Dubai, tinha como destino duas sinagogas de Chicago (EUA).

Aparentemente, outra mulher usou o nome e a identidade da estudante para enviar os dois pacotes através das empresas UPS e FedEx.

Nesta segunda-feira, milhares de alunos da universidade de Sanaa celebraram a libertação de Hanan com uma festa no campus.

Os estudantes carregavam cartazes com palavras de ordem como “não, não, contra a detenção de alunos” e “queremos devolver a dignidade a Hanan”.

Em uma conversa com a Efe, a estudante, que esteve na universidade, se declarou “completamente inocente”.

“Além disso, não há nenhuma prova contra mim, portanto me colocaram em liberdade”, assinalou a jovem, que expressou seu agradecimento às pessoas que a apoiaram “nesta situação crítica”.

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