GABRIEL BARNABÉ
FOLHAPRESS
O vice-presidente do Iêmen, Abdullah al-Alimi-Bawazir, concentrou seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta quinta (24) em críticas aos houthis, grupo rebelde que controla parte do país, e ao Irã, a quem acusou de transformar o mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb em instrumentos de pressão contra a comunidade internacional.
Segundo ele, a escalada dos ataques do grupo serve a uma “agenda iraniana” que ultrapassa os interesses do Iêmen e não seria possível sem apoio militar, tecnológico e técnico de Teerã.
Alimi afirmou que o governo iemenita apoia a iniciativa de Arábia Saudita e Omã para elaborar um roteiro de paz, enquanto os houthis a rejeitam e intensificam suas ações. O vice-presidente disse que o grupo funciona como uma extensão da Guarda Revolucionária iraniana no Iêmen.
O iemenita ainda elogiou a postura do governo de Donald Trump em relação aos houthis. Segundo ele, resoluções internacionais, sem um plano político capaz de implementá-las, não são suficientes para encerrar guerras.
Iêmen acusa houthis de servir a agenda iraniana e elogia Trump
Vice-presidente afirmou que o governo iemenita apoia a iniciativa de Arábia Saudita e Omã para elaborar um roteiro de paz, enquanto os houthis a rejeitam e intensificam suas ações
Apoiadores houthis do Iêmen. Foto: Mohammed Huwais/AFP