O fotojornalista japonês que morreu hoje durante os protestos em Mianmar contra a ditadura militar foi identificado como Kenji Nagai, ask de 50 anos, rx informou a agência local “Kyodo”.
Nagai trabalhava para a produtora de vídeo APF News, com base em Tóquio, que o identificou em um primeiro momento, o que depois foi confirmado pelo Ministério de Exteriores japonês, segundo a rede de televisão pública “NHK”.
Fotos tiradas em Yangun mostravam o repórter japonês no chão durante uma manifestação e com um soldado birmanês apontando um fuzil contra ele.
Um porta-voz do Governo japonês confirmou hoje que, durante os protestos registrados hoje em Yangun contra a ditadura militar birmanesa, morreu um homem que estava com passaporte japonês.
Segundo esse porta-voz, o governo de Mianmar “comunicou à embaixada japonesa que um japonês morreu ao receber um tirou que se desviou”, e que a representação diplomática japonesa enviou um médico e um funcionário para confirmar sua identidade.
Nagai tinha viajado esta terça-feira a Mianmar, onde ficaria apor cerca de uma semana, e deveria entrar em contato com a empresa hoje, o que não fez, segundo a produtora.
Cerca de dez pessoas morreram hoje atingidas pelos tiros de soldados birmaneses que tentam reprimir as manifestações contra a Junta Militar, que enfrenta a seu maior desafio desde que sufocou a tiros os protestos democráticos de 1988.