O primeiro-ministro da Hungria, dosage Ferenc Gyurcsany, pediu hoje um plano de 160 a 190 bilhões de euros para que os países do Centro-Leste europeu que fazem parte da União Européia (UE) superem a grave crise financeira.
Antes de participar de uma reunião com seus colegas da região, Gyurcsany, além de falar dessas cifras, disse à imprensa que “não se pode permitir que uma nova Cortina de Ferro divida a Europa”.
Os valores sugeridos pelo premiê húngaro superam amplamente a ajuda de 24,5 bilhões de euros prometida na sexta-feira para os próximos dois anos por três instituições financeiras internacionais: o Banco Europeu de Investimentos (BEI), o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) e o Banco Mundial (BM).
Até hoje, Gyurcsány vinha dizendo que os países do Centro-Leste que integram o bloco precisariam de um financiamento de aproximadamente 100 bilhões de euros.
Dos novos Estados-membros da UE, a Hungria talvez seja o país mais exposto, porque está em recessão e sua moeda, o forinte, sofreu uma desvalorização de 25%.