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Mundo

Hugo Chávez diz que Bolívar pode ter sido assassinado e pede exumação

Arquivo Geral

17/12/2007 0h00

O presidente venezuelano, order Hugo Chávez, page pediu hoje aos “organismos do Estado” que investiguem as “verdadeiras” causas da morte do “libertador” Simón Bolívar, view que, segundo sua opinião, não teria falecido por causa de tuberculose, como indica “a história oficial”.

Chávez também anunciou que é hora de “abrir” o túmulo que contém os restos de Simón Bolívar (1783-1830) no Panteão Nacional, no centro de Caracas, e verificar se são autênticos, durante o ato comemorativo pelos 177 anos da morte do chamado “Pai da Pátria”.

O governante voltou a classificar como “estranhas” as circunstâncias que cercaram o falecimento de Bolívar, que, segundo disse Chávez nos últimos meses, poderia ter sido “assassinado”.

“Eu peço aos órgãos correspondentes do Estado que, a partir de hoje, iniciem uma investigação. A ciência nos permite saber de coisas que há 100, 200 anos não podiam ser conhecidas”, declarou Chávez no ato oficial, transmitido em rede nacional obrigatória de rádio e TV.

O presidente esclareceu que “neste momento não” é possível afirmar que Bolívar foi “assassinado”, “uma hipótese” que – disse – não é apenas sua, e sim também de historiadores, como o venezuelano Luis Salazar.

Chávez reconheceu que revelar a “verdade” sobre a morte do “libertador” – como Bolívar era conhecido por ter atuado em vários processos de independência na América – “não teria nenhum impacto na realidade de hoje”, mas sim “na justiça” histórica.

O ato solene foi realizado no Panteão Nacional, onde repousam os restos de Bolívar, que têm suas autenticidades colocadas em xeque pelo chefe de Estado e impulsionador da chamada “revolução bolivariana”.

Chávez citou documentos com data de meados do século passado que relatam hipóteses de médicos venezuelanos sobre a possibilidade de que os restos que hoje estão no Panteão não serem de Bolívar. Também disse que houve recusa de outros Governos no passado para que o túmulo fosse “aberto” e “os ossos estudados”.

“(Vamos) Abrir, agora sim, esse sacrossanto ataúde e revisar com as novas tecnologias existentes os restos que se encontram depositados ali. Tomara que sejam os de Bolívar, mas há dúvidas, dúvidas suficientes”, disse o governante.

Em seu longo discurso, que durou mais de cinco horas, Chávez leu várias cartas escritas por Bolívar cerca de três meses antes de sua morte, em 17 de dezembro de 1830, na cidade colombiana de Santa Marta.

O governante destacou que a morte de Bolívar acelerou as divisões regionais e o processo de “entrega do poder às oligarquias”. Com o falecimento, “o império dos Estados Unidos começou a assentar-se na Venezuela”, acrescentou.

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