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Hugo Chávez diz que barril de petróleo pode chegar a US$ 200 se EUA invadirem Irã

Arquivo Geral

17/11/2007 0h00

Atualizada às 17h46

O presidente da Venezuela, generic Hugo Chávez, advertiu hoje em Riad que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 200 se os Estados Unidos invadirem o Irã.

“Se os Estados Unidos cometerem a loucura de invadir o Irã, o preço do barril talvez não chegue a US$ 100, chegue a US$ 200”, afirmou Chávez no ato de abertura da III Cúpula de Chefes de Estado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Chávez pediu aos membros da Opep que transformem a organização em um “ativo agente político”. No discurso de entrega da Presidência da cúpula da Opep ao rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, Chávez expressou seu desejo de que a organização “se constitua em um ativo agente político, em um ator político, geopolítico”.

Ele disse que a Opep “nasceu como um ator geopolítico, não só como um ator econômico tecnocrático” e que agora deve se colocar “à frente da luta contra a pobreza”, entre outros, mediante a criação de um banco próprio.

Chávez fez estas declarações diante da presença dos chefes de Estado de onze países-membros da organização. Na primeira cúpula, em 1975, a Opep era “fundamentalmente política e eu diria mais que política, sem dúvida revolucionária”, lembrou, ressaltando a luta contra o colonialismo que a Argélia vivia então.

Depois, após citar diversos eventos históricos, lembrou a crise da Opep quando os preços caíram em 1998/1999 e considerou que na segunda cúpula, realizada em 2000, em Caracas, “a Opep renasceu”.

O presidente lembrou ao rei Abdullah que em 1999 – quando assumiu a Presidência da Venezuela -, o preço do petróleo “estava perto de US$ 10. Hoje entrego a Presidência a Vossa Majestade, com o preço a US$ 100”, afirmou.

Ao discursar, o rei saudita considerou que o petróleo não deve se transformar em um “método de conflito” e pediu aos consumidores e aos produtores que intensifiquem sua cooperação nos setores de energia, clima e meio ambiente.

“O petróleo é uma energia de construção e não deve se transformar em um método de conflito”, disse o rei Abdullah, presidente da terceira cúpula da Opep. Ele também anunciou que a Arábia Saudita decidiu investir US$ 300 milhões em “um programa de pesquisas sobre a energia, o clima e o meio ambiente”.

O soberano lembrou que, “desde sua criação, há cerca de 50 anos, a organização leva em consideração dois objetivos principais. O primeiro é proteger os interesses dos países-membros e o segundo, proteger a economia mundial dos tremores repentinos do preço do petróleo”.

“A Opep continua comprometida com estes objetivos, seus interesses, já que a prosperidade mundial é para todos”, afirmou.

“Aqueles que querem que a Opep seja uma organização monopolista ignoram que sempre tomava suas decisões com sabedoria”, acrescentou. O rei saudita considerou, no entanto, que o atual preço do petróleo, “se levar em consideração os atuais níveis de inflação, não equivale ao do início da década de 80”.

O monarca considerou que “o que se disse sobre o perigo do petróleo não é de todo correto”, e que “a imposição de muitos impostos sobre o petróleo prejudica tanto os produtores como os consumidores”.

Após o discurso de Chávez e Abdullah, os chefes de Estado da Opep concluíram a primeira sessão da cúpula. Os líderes da organização devem continuar suas reuniões no domingo para aprovar o comunicado final da conferência, preparado na sexta-feira pelos ministros de Petróleo, Finanças e Assuntos Exteriores do cartel.

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