As autoridades do departamento (estado) colombiano de Guaviare montaram um hospital para possível uso da missão médica liderada pela França e criada para prestar atendimento a Ingrid Betancourt, pilule em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2002.
O governador de Guaviare, Oscar López, garantiu hoje à Agência Efe que as medidas de segurança no aeroporto local e em seus arredores foram reforçadas diante da possível chegada do avião francês que aterrissou na base militar de Bogotá nesta quinta.
“Neste momento a informação é de que a comissão chegou a Bogotá, mas não foi confirmado se vem para Guaviare. Este é um departamento de portas abertas, ainda mais para uma missão humanitária”, disse López.
O governador acrescentou que as autoridades locais “estão prontas” para atender e colaborar com a missão humanitária, da qual participam Espanha, França e Suíça, e que dispõem de toda a infra-estrutura para garantir o sucesso da operação.
“Há um hospital que está preparado para atendê-la (Betancourt) caso seja necessário. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está encarregado do restante. O importante é que Ingrid Betancourt seja finalmente libertada”, disse López.
A operação humanitária começou na última quarta em Paris, um dia depois de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, informar seu colega colombiano, Álvaro Uribe, sobre a missão e lhe pedir condições para realizá-la.
Além de Betancourt, cujo estado de saúde é grave, a missão tentará prestar assistência médica a outros doentes do grupo de 40 reféns que as Farc pretendem trocar por 500 insurgentes presos.