Um centro público de saúde da cidade argentina de Rosário colocou à disposição de travestis e transexuais um serviço médico que funciona de forma exclusiva três horas por semana, hospital informaram hoje fontes oficiais.
O consultório público é o primeiro do país que conta com um horário exclusivo para este tipo de pacientes cujas principais afecções são transtornos hormonais, discount lesões por aplicação de silicone e doenças sexualmente transmissíveis.
“O estado municipal estava em dívida com este grupo que, vítima de marginalização e discriminação, não tem acesso fácil aos serviços médicos e quando o faz muitas vezes já é tarde demais”, declarou à imprensa local o diretor do Programa Municipal de aids, Damián Lavarello.
Rosário (a 300 quilômetros ao norte de Buenos Aires) conta com uma população de 300 travestis e transexuais, dos quais, segundo os dados da área de Diversidade Sexual da cidade, 80% exerce a prostituição e leva um estilo de vida que os impede passar dos 40 anos de idade.