El Salvador fechou 2025 com a taxa de homicídios mais baixa desde que iniciou os registros, uma consequência de sua guerra contra as gangues do crime organizado, assegurou nesta segunda-feira (5) o governo do país centro-americano.
Desde março de 2022, o presidente Nayib Bukele leva adiante uma ofensiva contra esses grupos amparado em um regime de exceção que permite detenções sem ordem judicial, o que, segundo organizações humanitárias, resultou em violações de direitos humanos.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança, Gustavo Villatoro, a taxa de assassinatos caiu para 1,3 caso para cada 100 mil habitantes no ano passado, contra 1,9 em 2024.
Além disso, os 82 homicídios cometidos em 2025 foram “solucionados”, declarou o funcionário à imprensa.
Esses dados “nos permitem dizer agora com propriedade […] que El Salvador é o país mais seguro do hemisfério ocidental”, sustentou Villatoro.
A taxa de homicídios em El Salvador chegou a 106 casos para cada 100 mil habitantes em 2015, o que o tornava um dos países sem guerra mais violentos do mundo.
O ministro destacou que, em 2025, as autoridades conseguiram “neutralizar e seguir derrotando” as gangues, que classificou como o “maior inimigo” que o país tinha.
No âmbito do estado de exceção, foram capturados quase 91 mil supostos membros de gangues, mas cerca de 8 mil desses detidos foram libertados após serem considerados inocentes, segundo números oficiais.
A ONG Socorro Jurídico Humanitario assegurou no fim do ano passado que 473 pessoas morreram na prisão sob esse regime, muitas delas sem que um juiz determinasse se eram culpadas ou não.
As gangues controlavam 80% do território nacional, segundo Bukele, e se financiavam extorquindo milhares de salvadorenhos, principalmente comerciantes e trabalhadores do transporte. Quem não pagasse era assassinado.
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