Dezenas de homens armados invadiram uma estação de TV da Palestina hoje, information pills sick em uma demonstração de força contra o presidente Mahmoud Abbas.
A ação aconteceu nas horas que antecedem o final de um prazo dado para que o Hamas aceite uma proposta de paz que reconhece Israel implicitamente.
Funcionários da estação, buy localizada na cidade de Khan Younis (Faixa de Gaza), information pills disseram que os homens armados, identificados como membros do Hamas local, dispararam contra equipamentos, quebraram computadores e gritaram que a TV controlada por Abbas favorecia a facção Fatah, ligada ao presidente.
O Hamas, grupo islâmico que subiu ao poder depois de derrotar a Fatah em eleições realizadas em janeiro, negou ser o responsável pela invasão. Os homens armados acabaram saindo do local depois de bater em dois funcionários, contaram testemunhas. "Tudo está destruído", afirmou um empregado, por telefone.
A TV palestina anunciou que suspenderia suas transmissões durante 30 minutos, ainda hoje, para protestar contra a investida.
Abbas deu ao Hamas um prazo que se esgota às 12h de amanhã (6h em Brasília) para acatar o manifesto, elaborado por palestinos mantidos em presídios israelenses. O presidente ameaçou realizar um plebiscito em julho se o grupo militante não aceitar a proposta.
O Hamas defende a destruição do Estado judaico e rejeitou os apelos feitos por Abbas e por potências ocidentais para moderar sua postura. O manifesto inclui uma cláusula que prevê a criação de um Estado palestino convivendo pacificamente com o Estado israelense.
"O documento tem de ser acatado como ele é. Se começarmos a mudá-lo, não vamos chegar a lugar nenhum", afirmou Abbas em uma entrevista coletiva.
Em um cenário no qual tiroteios entre o Hamas e a Fatah tornaram-se comuns, muitos palestinos temem um aprofundamento da violência se Abbas marcar o plebiscito, algo que, segundo um porta-voz do grupo islâmico, seria semelhante a uma tentativa de golpe contra o governo eleito.
Horas antes, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, funcionários da Autoridade Palestina fizeram fila em bancos para receber o salário de um mês. A manobra realizada pelo governo visa aplacar a crise econômica na região e aumentar sua popularidade.
Sem receber nada desde março, cerca de 40 mil dos funcionários palestinos da faixa salarial mais baixa devem conseguir o pagamento referente a um mês de trabalho.
Países doadores e Israel rechaçaram selar acordos com o aparato administrativo liderado pelo Hamas, deixando os 165 mil empregados do governo sem salário.
Dos cerca de 20 bancos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, apenas um negou-se a usar seus fundos para realizar os pagamentos, que devem totalizar US$ 13 milhões. As instituições financeiras temem sofrer sanções se negociarem com o Hamas, considerado um grupo terrorista pelos EUA.
O Hamas prometeu pagar uma cota do salário da parte restante dos funcionários, mas não fixou uma data para realizar esses pagamentos.
Um novo mecanismo de ajuda vem sendo elaborado pela União Européia (UE) em nome do Quarteto de mediadores para o Oriente Médio – UE, EUA, Organização das Nações Unidas (ONU) e Rússia. Esse mecanismo deve aliviar um pouco a situação dos palestinos.
Depois de se reunir com Abbas em Ramallah, na Cisjordânia, o chefe da área de política externa do bloco europeu, Javier Solana, afirmou que a meta era criar um sistema capaz de canalizar ajuda humanitária para os palestinos.
Segundo assessores, o mecanismo deve incluir o pagamento de um "auxílio" para alguns dos funcionários. Mas diplomatas disseram que o benefício atingiria, inicialmente, apenas os que trabalham na área da saúde.