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Mundo

Homem é preso por iniciar ‘pior incêndio da história’ na região de Madri

Pelo menos 19 mil pessoas foram deslocadas ou estão confinadas na região da Comunidade de Madri

Redação Jornal de Brasília

24/07/2026 14h58

incendio madri

Foto: INFOCAM/AFP

FOLHAPRESS

A Guarda Civil da Espanha prendeu nesta sexta-feira (24) um homem suspeito de iniciar o fogo que desencadeou o “pior incêndio da história” de comunidades que ficam ao redor da Madri, capital espanhola.

Além do preso, um outro homem também é investigado por participação. Eles teriam provocado as faíscas que iniciaram as chamas ao usar um maquinário pesado, segundo informou a Guarda Civil da Espanha.

Fogo começou no município de Burgohondo, localizada na província de Ávila. Essa é uma província da comunidade autônoma de Castela e Leão, no centro-oeste da Espanha, que faz fronteira com a Comunidade de Madri, distante cerca de 110 km da capital espanhola.

A causa do incêndio foi uma grave imprudência: o uso de maquinário pesado na área onde o fogo começou, apesar de essa atividade estar totalmente proibida no local. Os dois investigados teriam provocado faíscas durante a operação desse maquinário, o que teria dado origem ao incêndio.

Pelo menos 19 mil pessoas foram deslocadas ou estão confinadas na região da Comunidade de Madri.

Esse é descrito como o “pior incêndio da história” da região, que já devastou 6.000 hectares, anunciou nesta sexta-feira a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso.

Incêndio é um catástrofe sem precedentes, disse Ayuso. “Para um região como esta, com alta concentração de residências e população, é uma catástrofe. Nunca vivenciamos nada parecido”, falou.

Ayuso ressaltou que agora “a prioridade é salvar vidas”. A líder regional explicou aos jornalistas que sua equipe monitora a situação de 1.200 idosos que vivem perto das chamas e que quatro localidades “já foram evacuadas ou estão em processo de evacuação”.

As autoridades também decretaram confinamento para a população de outras três localidades, acrescentou a líder regional. Até o momento, não há relatos de mortes. Na véspera do desastre, o governo espanhol declarou estado de emergência na região de Madri e na província vizinha de Ávila “devido à convergência” de vários incêndios que poderiam se fundir.

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