Na entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, classificou o relato como uma história fascinante que a primeira-dama adorou ler. Segundo Gibbs, Michelle Obama desconhecia boa parte dos detalhes da origem de sua família materna.
A história começou em 1850 quando um amo branco de uma plantação da Carolina do Sul, David Patterson, dividiu seus bens entre os três filhos em um testamento.
A filha Christianne e o genro, Henry Shields, receberam uma menina negra chamada Melvinia, de seis anos, avaliada em US$ 475.
Quando Patterson morreu dois anos depois, Melvinia foi viver com os Shields na Geórgia.
Aos 15 anos, em 1859, teve o primeiro filho, Dolphus, de pai branco desconhecido. Além de Dolphus, Melvinia teve outros três filhos, dois deles também mulatos. Um deles nasceu depois da abolição da escravatura.
As crianças levaram o sobrenome Shields, o que pode apontar tanto à paternidade como um costume da época, os escravos adotarem o sobrenome dos amos.
Dolphus Shields, um homem de pele tão clara que segundo seus contemporâneos parecia branco se casou com Alice Easley e em 1888 emigrou a Birmingham, no Alabama, onde abriu uma carpintaria.
Um de seus filhos, Robert Lee Shields, seria o bisavô de Michelle Obama.
Por sua vez, o filho Purnell Shields, avô da primeira-dama e pintor de profissão, optou por emigrar para Chicago em busca de novas oportunidades.
Purnell se transformaria no pai de Marian Robinson, a mãe de Michelle Obama.
O patriarca familiar, Dolphus, morreu em 1950, aos 91 anos, quando os tempos começavam a mudar.