Um agressor suicida entrou em um café no distrito xiita de Greyat, ampoule store em Bagdá, and e explodiu-se na noite de terça-feira, matando 17 pessoas e ferindo 20, disseram fontes da polícia e do Ministério do Interior.
No vizinho distrito de Adhamiya, dominado por sunitas, morteiros mataram cinco pessoas e feriram 26.
Milhares de hispânicos votaram nesta terça-feira nas eleições Legislativas dos Estados Unidos com a esperança de enviar uma mensagem de protesto a Washington pelo seu discurso duro contra a política norte-americana de migração.
Embora seu número ainda não represente um fator relevante nestas eleições, capsule nas quais os democratas podem voltar a controlar a Câmara dos Deputados depois de 12 anos de domínio republicano, a comunidade hispânica pode ter a última palavra nos resultados da disputa em alguns Estados.
Na tentativa de conquistar os eleitores mais conservadores, o Partido Republicano endureceu seu discurso contra a migração nos últimos meses, o que acabou enfurecendo muitos hispânicos.
"Sou um filiado republicano, mas, nesta ocasião, não só votei num democrata como também pedi (a outros) que votassem pelos democratas. Trata-se de um voto de castigo contra os republicanos", disse Elías Bermúdez, empresário de 56 anos de Phoenix, Arizona, naturalizado norte-americano.
"É incrível que, depois que nosso presidente tenha apoiado uma reforma migratória, um grupo de republicanos conservadores tenha seqüestrado o partido. Isso doeu muito. Eles não tinham nada a perder, mas muito a ganhar se votassem por uma reforma", acrescentou o empresário.
Grande parte dos hispânicos defende a anistia para os 12 milhões de imigrantes ilegais que moram nos Estados Unidos, em sua maioria mexicanos.
Mas o Congresso norte-americano focou sua atenção este ano em reforçar a segurança na fronteira com o México com a construção de um muro de centenas de quilômetros, e se esquece de discutir o problema dos ilegais, apesar de um pedido do presidente George W. Bush para buscar formas de legalizar a situação destes.
"Temos de tratar de buscar candidatos que se preocupem com a gente. Eu votei em candidatos que se preocupam com os imigrantes. Procurei muito me informar na Internet para saber alguma coisa que tenham feito pelos imigrantes", contou o colombiano Carlos F. Enriques, um vendedor de seguros em Chicago que se naturalizou em julho.
Os hispânicos são a minoria que mais cresce nos Estados Unidos, onde já somam 42 milhões ou 14 por cento da população.
Voto de protesto
No Arizona, na fronteira com o México, onde o voto hispânico pode desempenhar um papel importante, o mexicano naturalizado norte-americano José Luis Alcaraz votou pela primeira vez pensando em seus compatriotas ilegal.
"Foi muito emocionante votar, estava um pouco nervoso", disse Alcaraz, de 38 anos, pai de seis filhos que trabalha na área de segurança de uma escola em Phoenix.
"Votamos pelo que queremos, pela imigração e pela educação. Eu votei para que se faça alguma coisa, para que todos os imigrantes tenham uma oportunidade", acrescentou.
Os latinos não devem ter um papel crucial na eleição que renova 435 cadeiras da Câmara de Deputados e um terço (33 cadeiras) do Senado já que as principais disputas estão concentradas em Estados de pouca população hispânica como Ohio, Virginia e Montana.
"As disputas mais acirradas estão concentradas no Centro-Oeste e Noroeste do país, onde existe pouca concentração de hispânicos", disse o analista Nelson Cunningham, ex-estrategista democrata para os hispânicos durante a campanha presidencial de John Kerry em 2004.
De acordo com Clarissa Martinez, diretora de políticas públicas estatais e locais na organização não-governamental Conselho Nacional La Raza (CNLR), existem 17 milhões de hispânicos com mais de 18 anos em condições de votar nos Estados Unidos.
Apesar desse número, pouco mais de seis milhões votariam nesta terça-feira, estimou Martinez
"Precisamos que os que ainda não são cidadãos (norte-americanos) se transformem em cidadãos; os que já o são, que se registrem para votar; e os que já estão registrados, que saiam para votar", acrescentou a diretora da ONG.