Em comunicado, o Hisbolá indicou que o “êxito” da cúpula foi “uma bofetada nos que desejavam seu fracasso”.
“Acolhemos com satisfação os esforços dos Estados árabes para resolver a crise libanesa fora das ingerências estrangeiras que continuam bloqueando a iniciativa árabe”, acrescentou.
Essa proposta, lançada pela Liga Árabe para solucionar a crise política libanesa, estipula a escolha imediata de um presidente da República, a formação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral.
O Governo libanês decidiu boicotar a reunião de Damasco ao não mandar nenhum representante à cúpula de Chefes de Estado, enquanto Egito, Jordânia e Arábia Saudita enviaram delegações de baixo nível.
O Hisbolá também comemorou as resoluções adotadas nessa cúpula em “solidariedade com o Líbano e sua resistência”, em alusão a seu braço armado.
“A ocupação israelense e a ocupação americana de alguns Estados árabes e muçulmanos são a causa da miséria da região”, afirmou o Hisbolá.
A cúpula de Damasco aconteceu em um clima de desacordo, sem que os dirigentes árabes fossem capazes de abordar nas sessões a crise libanesa, que é o principal tema que lhes divide.
O Líbano vive um vazio presidencial desde 24 de novembro, em razão das divergências entre a maioria e a oposição parlamentares para escolher um chefe de Estado.