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Mundo

Hillary quer que Irã decida se aceita oferta de diálogo

Arquivo Geral

18/09/2009 0h00

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse hoje que o Irã deve decidir já se aceita a oferta de diálogo apresentada pelos Estados Unidos para discutir o fim de seu programa nuclear iraniano.

Em discurso no Instituto Brookings, no qual expôs os objetivos de seu Governo diante da Assembleia Geral da ONU que será realizada na próxima semana, Hillary afirmou que “explicamos claramente nosso desejo” de discutir com Teerã sobre o programa nuclear.

Para o início de outubro, está prevista uma reunião entre Irã e representantes da Alemanha, EUA, China, Rússia, França e Alemanha, o grupo responsável de negociar com Teerã o programa nuclear desse país.

“O Irã deve decidir já se junta-se a nós neste esforço” para manter um diálogo construtivo, disse a secretária de Estado.

Após sua chegada à Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu às autoridades iranianas “um novo começo” nas relações, se o Irã aceitasse colocar fim a suas atividades para o enriquecimento de urânio.

Em julho, o presidente americano advertiu que a oferta não era “sine die”, e declarou que as principais potências avaliariam este mês se o Irã realizou progressos no momento de aceitar esse diálogo.

Caso contrário, advertiu, os EUA estariam disposto a pressionar para o endurecimento de sanções.

Obama presidirá na próxima quinta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU destinada à não-proliferação.

Washington acredita que o programa nuclear iraniano tem fins militares, enquanto Teerã afirma que só tem propósitos pacíficos.

Em entrevista divulgada na quinta-feira pela rede “NBC”, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Irã não tem necessidade de armamento nuclear.

Em seu discurso de hoje, Hillary também se referiu à decisão de seu Governo, anunciada nesta quinta-feira, de renunciar ao escudo antimísseis que o Governo do presidente George W. Bush planejava colocar no Leste Europeu para substituí-lo por um sistema “com um novo enfoque” e mais ajustado às ameaças iranianas.

A secretária de Estado ressaltou que o novo sistema, que posicionará interceptores em terra e mar, melhorará a capacidade defensiva dos Estados Unidos contra possíveis mísseis procedentes do Irã.

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