A solicitação, formulada hoje durante uma entrevista coletiva conjunta com o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, foi feita depois que o titular de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, disse hoje que os três serão submetidos a julgamento, mas não especificou as acusações.
“Não há fundamento (para qualquer acusação)”, disse hoje a chefe da diplomacia dos Estados Unidos, que insistiu em que “os três jovens detidos pelos iranianos não têm absolutamente nenhuma conexão com nenhum tipo de ação contra o Estado ou Governo iraniano”.
“Infelizmente, aparentemente, cruzaram uma linha não identificada”, acrescentou Clinton, que pediu aos líderes iranianos que libertem os três jovens “o mais rápido possível”.
Funcionários iranianos disseram em várias ocasiões que os três jovens – Shane Bauer, Sarah Shourd e Josh Fattal – eram espiões.
Mottaki disse hoje, em declarações divulgadas pela agência de notícias local “Fars”, que os três turistas são acusados de “entrar de forma ilegal no Irã com propósitos suspeitos”.
“Estas pessoas serão processadas por nosso sistema Judiciário, que aplicará a pena que corresponder”, explicou.
Os três americanos foram capturados no dia 31 de julho quando caminhavam perto da fronteira entre Iraque e Irã, na província do Curdistão iraquiano.
Desde então, Washington pede sua liberação ao alegar que se tratam simplesmente de turistas e que se perderam e pisaram em território iraniano por engano.