A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu às autoridades cubanas para que “libertem incondicionalmente” o americano Alan Gross, que nesta sexta-feira começou a ser julgado em Havana por “atos contra a independência e a integridade territorial” de Cuba.
“Alan Gross ficou injustamente detido por tempo demais”, afirmou Hillary em entrevista coletiva depois de se reunir com o ministro de Relações Exteriores da Costa Rica, René Castro, em Washington.
A secretária de Estado acrescentou que espera que Gross, de 61 anos, preso em Cuba desde dezembro de 2009, “esteja em breve de volta a sua família”.
O julgamento começou nesta sexta no Tribunal Provincial do Poder Popular de Havana. Se for considerado culpado, o réu pode ser condenado a até 20 anos de prisão.
Gross é um funcionário da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e trabalha para a empresa Development Alternatives (DAI), com sede em Maryland, que se dedica a trabalhos de desenvolvimento em outros países.