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Hillary pede apoio a China, Índia e Asean para democratizar Mianmar

Arquivo Geral

11/11/2009 0h00

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu hoje o apoio da China, da Índia e da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) aos planos dos Estados Unidos de promover a democracia em Mianmar (antiga Birmânia).

Hillary, que está em Cingapura para participar das reuniões ministeriais das economias da Ásia-Pacífico, disse que “os vizinhos e a Asean devem ter um papel importante, pedindo a Mianmar que abrace reformas e promova um diálogo significativo com (a líder opositora) Suu Kyi”.

A China é o maior aliado da Junta Militar de Mianmar, país que desde 1997 é membro da Asean.

A secretária americana disse que os Estados Unidos manterão em vigor suas atuais sanções ao regime birmanês, enquanto este não mostrar que as eleições legislativas que planeja realizar em 2010 respeitam as normas democráticas e terão a participação de todos os partidos políticos.

“Os Estados Unidos estão comprometidos com um processo para promover e respaldar o caminho de Mianmar para a democracia, mas resta muito trabalho pela frente, não temos ilusões de que isso será fácil ou rápido” acrescentou a secretária de Estado, em entrevista coletiva

O secretário de Estado adjunto americano para a Ásia Oriental e Pacífico, Kurt Campbell, e o vice-secretário do mesmo departamento, Scott Marciel, fizeram na semana passada uma visita oficial de dois dias a Mianmar, a de mais alta categoria em 14 anos.

Campbell e Marciel se reuniram durante a visita com o primeiro-ministro birmanês, o general Thein Sein, e com a líder opositora e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, entre outros.

Caso essa nova política prospere, Washington afirma que poderia suavizar ou inclusive suspender no futuro as sanções contra Mianmar em vigor desde 1997 e prorrogadas pelo presidente Barack Obama.

O principal objetivo dos EUA é convencer os militares a promover em 2010 eleições livres e justas, apesar de o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, ter reiterado que o pleito acontecerá sem ceder às exigências da oposição e da comunidade internacional.

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