Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama tiveram no esperado debate de hoje um tom conciliador, online mas com posturas que revelaram pequenas mas decisivas diferenças em temas como a saúde, a imigração ou as relações exteriores dos Estados Unidos.
No debate, assistido por cerca de 3.500 pessoas e transmitido pela “CNN”, os dois adversários transmitiram mensagens de admiração ao democrata John Edwards, que abandonou esta semana a corrida eleitoral.
Obama disse que Edwards e sua mulher, Elizabeth, permanecerão sendo “uma voz para o partido e o este país por muitos anos”.
Já Hillary destacou que o casal é um “exemplo de coragem e liderança” por sua luta pelos mais desfavorecidos.
Havia muita expectativa sobre o primeiro debate dos dois pré-candidatos restantes entre os oito que inicialmente brigavam pela vaga para concorrem à Presidência pelo Partido Democrata.
Mas, ao contrário do que ocorreu durante o debate da semana passada, não houve uma guerra verbal entre os dois democratas.
“Era amigo de Hillary antes de começar esta campanha e continuarei sendo quando acabar”, afirmou Obama.
Tanto Obama como Hillary afirmaram que um dos dois se transformará no próximo presidente dos Estados Unidos, mas pouco depois começaram a deixar claras suas diferenças.
A maior desavença entre os dois parece estar nas idéias sobre o plano de saúde.
A ex-primeira-dama pretende instaurar um plano de seguro médico para toda a população americana, enquanto Obama coloca um programa para pessoas que não têm seguro fornecido por sua empresa ou empregador, e para os que não podem ter acesso aos fornecidos pelo Governo.
Sobre a imigração, o pré-candidato democrata assegurou que é importante reconhecer que os “problemas que os trabalhadores estão enfrentando não são causados” pela de mão-de-obra que chegou de outros países.
“Se regularmos nosso sistema migratório, acredito que não teremos este problema de trabalhadores imigrantes ilegais no país”, acrescentou.
Hillary Clinton também falou sobre “regular o sistema imigratório”.
“Quando a Câmara de Representantes aprovou o mal-intencionado texto que dizia que seria como cometer um crime oferecer qualquer ajuda a um imigrante ilegal ou a alguém que estivesse aqui ilegalmente, me levantei e disse que isso transformaria até Jesus Cristo em um criminoso”, afirmou.
Ao discutir a presença das tropas americanas no Iraque, o senador por Illinois defendeu que a idéia de que os Estados Unidos “triunfaram” no país significa que o conceito de vitória “está muito baixo, enterrado na areia neste momento”.
Já a senadora por Nova York afirmou desejar que “quase todas” as tropas desdobradas no Iraque possam voltar aos EUA dentro de um ano.